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Moradores são citados como símbolo

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 3 min

Pessoas que chegam de outros municípios e escolhem Bauru para viver elegem o povo hospitaleiro como um ícone da cidade. Alegria e juventude estudantil também foram apontados quando a reportagem foi às ruas para ouvir da população o que a cidade de Bauru tem de melhor. As pessoas têm vários encantos, mas não deixam de observar o que ainda gera incômodo, como os buracos das ruas, a falta de emprego, falta de cuidado com as praças e a necessidade de mais segurança.

“As pessoas de Bauru são muito hospitaleiras”, diz o coordenador de logística Luís Gustavo Sposito, 31 anos. É forte a ligação com os ícones da cidade das pessoas que escolheram Bauru para viver, de coração. O ferroviário aposentado Bolivar Roberto Coelho, 75 anos, reforça. “O povo de Bauru é humilde e fácil de fazer amizade, principalmente os forasteiros”, declara.

Na opinião de Valmir Domiciano, 39 anos, empresário do setor de entretenimento, “o povo de Bauru é o que tem de melhor. É também uma boa cidade para trabalhar, principalmente na área empresarial”, salienta.

“Estou na cidade desde meus 5 anos, da época em que as pessoas diziam bom dia, boa tarde, boa noite”, recorda o morador da avenida Getúlio Vargas, Mário do Nascimento, 61 anos, funcionário da Cetesb. “Eu procuro fazer a minha parte, cuido da grama da praça, dos cupins, pinto as guias. Mas alguns ainda perderam o respeito, se as pessoas soubessem como esta copaíba é maltratada... Retiram as cercas de proteção, quebram galhos, falta o exercício da cidadania às pessoas”, lamenta.

Já para quem enfrenta eventualmente a correria da Capital, como o funcionário público estadual Gilberto José da Silva Julião, 42 anos, a chegada à cidade tem um sabor especial. “Eu amo Bauru e quando volto de São Paulo, a hora que o ônibus entra na avenida Nações Unidas, eu dou aquela respirada e digo, agora estou em casa!”

A localização geográfica no centro do Estado de São Paulo diferencia a cidade, no olhar do engenheiro Paulo Roberto Prebianchi. “Bauru é uma cidade de serviços e tem ligação com São Paulo. As grandes empresas sediadas na Capital, quando desejam fazer reuniões de trabalho, deslocam profissionais de várias cidades do Interior, como Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Rio Preto. Mas se a sede está em Bauru, no centro do Estado, é muito mais fácil e a cidade deveria investir mais do que já investe nessa logística”, acrescenta.

Já para a veterinária Mariana Baccini, que viveu em várias cidades, Bauru representa o pôr-do-sol mais bonito que já viu. “É maravilhoso, principalmente próximo à saída para Jaú, onde há uma região de cerrado”, recorda. Para quem caminha pela avenida Getúlio Vargas, a imagem da copaíba é um símbolo importante, que representa o cerrado e a convivência entre o contemporâneo e o ambiente.

Entre os entrevistados, é claro, há quem prefira, como o professor Thiago Vallim de Souza, 22 anos, o Parque Vitória Régia. “Mas o maior destaque mesmo é o comércio sem limites”, completa. Com uma grande área, que se estende da região central, Calçadão da Batista, e segue até o Bauru Shopping, com fortes áreas comerciais nos bairros, a maioria das pessoas consultadas relaciona a cidade a um grande centro de compras.

A opinião é compartilhada pelo empresário André Luis Feltrin, 37 anos. “O comércio, a praça Portugal e o Parque Vitória Régia.” O estudante Vitor de Rezende, 19 anos, remete ao velho hábito dos moradores de passear pelo Centro, como a comerciante Valéria Xavier, 23 anos, que sempre circula pelo Calçadão. Apesar de haver agências bancárias em outras regiões, a central ainda concentra o serviço.

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