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Novas esperanças


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As festas de fim de ano sempre nos levam a refletir sobre o sentido da vida e a refazer planos para o futuro imediato. Porém, quando se analisa friamente, o primeiro dia de um novo ano nada mais é que a seqüência do último dia do ano anterior. Assim, em bases puramente lógicas nada de novo deveria ser esperado pela simples passagem do ano. No entanto, não quero crer que seja tão simples e lógico. Acho que o Ano Novo é como um novo dia, que significa renovação, renascimento.

É por isso que, chegando ao fim de 2005, agradecemos a Deus pela graça de viver por mais um ano, pela oportunidade curtir nossa família e nossos amigos, pelas vitórias conseguidas, e até pelos tropeços, pois esses sempre nos trazem ensinamentos e nos dão lições de humildade, remetendo-nos às nossas reais e modestas dimensões.

Para o Ano Novo, rogamos ao Grande Arquiteto do Universo que propicie às pessoas sentimentos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade; que afaste de cada um de nós manifestações irracionais de violência e desamor; que ilumine os que são responsáveis pela direção de cidades, estados e países, para que objetivem mais os aspectos sociais, buscando maior justiça social e possibilitando a cada cidadão o mínimo para uma vida digna: trabalho e moradia. Também torcemos para que as nações mais poderosas deixem de utilizar a força militar e da força econômica para submeter, a pretextos vários, outras nações; que afaste de cada um o sentimento ruim do preconceito, seja de que tipo for.

É certo que 2006 não trará tudo isso, mas é importante que entremos nele com as esperanças renovadas de que tudo será possível desde que façamos, cada um, nossa revolução interior, condição indispensável para os avanços em busca de um mundo melhor.

A você, leitor que me deu a honra de participar dessas reflexões, os mais sinceros votos de um Ano Novo pleno de Paz, Saúde e Sucesso. (O autor, Isac Jorge Filho, é presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo)

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