Na campanha de 1988, o candidato pelo PDT Edson Santos, em companhia de seus amigos e colaboradores de campanha, Nelson Redondo e Antonio Yamashita, andava por uma das ruas do Jardim Bela Vista, em uma noite fria às vésperas das eleições. Perceberam uma senhora sentada na área de sua residência e resolveram tentar ganhar mais um valioso voto. Começaram a conversar com a futura eleitora e ficaram entusiasmados com a receptividade. Colocaram uma faixa do candidato na parede da casa e os braços da mulher doíam com o peso dos mimos que lhe entregaram. Santinhos, canetas, réguas, faixas iam sendo depositados nos braços da eleitora. Certo que haviam conquistado o precioso voto, Nelson Redondo arrisca a pergunta:
- O Edson pode contar com o seu voto, né?
- Pode sim, meu filho. Tinha decidido não votar em ninguém e mudei de idéia. Amanhã mesmo vou transferir meu título...
- A senhora não vota aqui?
- Não... vim de Camanducaia, lá de Minas fazem quinze dias!
O candidato mal pôde esconder a decepção, olhou para os amigos e despediu-se da ex-futura eleitora. Já no carro, vira-se e diz:
- Que fria... hein, bicho?
Contada por Antonio Pedroso Júnior