Com um nome de projeção internacional, a Tilibra foi a marca bauruense mais lembrada em uma pesquisa realizada em Bauru como trabalho de conclusão de curso por alunas do curso de tecnologia de gestão em finanças do Instituto de Ensino Superior (Iesb/Preve).
Para a pesquisa quantitativa, as estudantes Mirian Yumi Onoue Sawamura, Regiana Lia Zanata e Viviane Bônfim Pimenta foram a campo e entrevistaram 500 pessoas aleatoriamente entre os dias 23 e 30 de setembro último. De acordo com Zanata, a pergunta era aberta: “Aponte uma marca de uma empresa bauruense”.
Segundo a pesquisa, a marca Tilibra foi citada por 139 dos 500 entrevistados, ou seja, 27% das pessoas que responderam. Na segunda colocação ficou a rede de supermercados Confiança, com 15% das indicações; no terceiro lugar, a Plasútil, com 7% do total. Pela ordem, em quarto lugar ficou a Sukest; em quinto lugar a Tiliform; em sexto lugar o Frigorífico Mondelli; em sétimo lugar Expresso de Prata; em oitavo lugar Jalovi; em nono lugar Baurucar; em décimo lugar Ajax e em décimo primeiro lugar Panelão.
A pesquisa teve fundamentação teórica a partir de bibliografia sobre o conceito de marcas - tanto da ótica jurídica quanto do marketing -, o valor econômico que uma marca pode alcançar por conta de investimentos e os benefícios financeiros que eles podem trazer para a empresa.
De acordo com Zanata, as pesquisadoras fizeram questão de delinear e separar o conceito de ‘valorização’ do de ‘valoração’. “Valorização são os investimentos e cuidados que uma empresa tem com o controle de qualidade, com os registros, com a parte jurídica e com a propaganda e marketing. Valoração é a transformação desses investimentos em retorno financeiro e econômico”, salienta.
Para as pesquisadoras, a maioria das empresas bauruenses e brasileiras se preocupa com a valorização, mas não dão tanta atenção à valoração. Ou seja, falta percepção para fazer com que a marca, algo subjetivo, se transforme em capital.
O trabalho, apresentado na última segunda-feira e aprovado com louvor, foi orientado pelos professores Carlo José Napolitano (parte conceitual) e Graziela Ribeiro Soares Moura (parte metodológica) e a estatística foi coordenada pelo professor Júlio Toledo.