Tribuna do Leitor

Indulto de final de ano


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Que País é esse que premia criminosos julgados e condenados? É um conceito muito ambíguo de justiça esse que com uma mão prende um indivíduo porque o julgou passível de punição por ato grave cometido contra a sociedade, e, com a outra, assina um "Indulto Natalino" para esse mesmo indivíduo. Será que a proximidade do Natal apaga a culpa, a maldade e a violência? E o que será concedido às vítimas destes criminosos, e às suas famílias, nesse Natal? Chorar suas vítimas em uma tumba de um cemitério? Serão devolvidos aos cidadãos de bem os seus filhos assassinados, estuprados, violentados, assaltados ou sequestrados?

Receberão o "indulto" da dor que Ihes oprime os corações e as almas? Não seria mais justo proporcionar-Ihes, pelo menos no Natal, um pouco de tranquilidade, com menos sobressaltos, e com a certeza de que há menos (e não mais) criminosos nas ruas e que a justiça foi efetuada? Enquanto o nosso País depender de dirigentes, presidente da República e ministro da Justiça que não pensam em separar o joio do trigo, e em que a justiça continua dormindo em berço esplêndido, não seremos capazes de nos sentir seguros da nossa Pátria... Injusto decreto.

Jorge Damus Filho - pai do Rodrigo, vítima de latrocínio em 27/9/1999

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