Tribuna do Leitor

"O Quebra-Nozes"


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Passados quase 60 anos, ontem, 17, tive oportunidade de reassistir este clássico de Tchaikovsky. Não esperava uma exibição esmerada por se tratar de representação executada por bailarinos e bailarinas ainda em fase de estudos, de aprendizagem, mas mesmo assim fiquei admirado e realmente gostei do desepenho apresentado pelos participantes.

Destaco a atuação do par: Everton Richielli e Mariana Simão que foi muito bom, de princípio a fim, principalmente nos solos; do Vinicius Henrique, no papel de Fritz, que com sua cara de menino arteiro e destruidor, fez-me lembrar do meu tempo de criança, quando quebrei vários brinquedos que um irmão maiaor havia feito; do Roberto Rosa, pela amaneira como carrega os bonecos: Thiago Puls, Rachel Pinke e Victor Aureo, que por sua vez se portaram muito bem nos seus >movimentos, pode-se dizer, sincopados, e a rigidez do corpo c quando carregados, momento em que a Rachel foi primorosa.

Gostei também do casal Claudemir (Pablito) e Nilza, mas deixo de fazer maiores comentários porque trabalhamos juntos no grupo de danças “Dois prá lá, Dois prá cá”, na Uati, USC, onde também sou aluno.

O que me chamou a atenção também, e acredito que esteja fora do “script”, foi a careta que, uma das duas: Anny Otsuka ou Priscila Shibukawa, fez para o casal de convidados ao qual se dirigiu depois de receber o presente.

No segundo quadro: O Sonho, além do desempenho dos solistas, achei muito boa a apresentação de conjutno dos elencos. O II ato, No Reino Encantado dos Doces, é ao meu ver o mais bonito e atraente da peça, devido à sucessão de bailados, tanto em conjunto como em solo; apenas achei que a apresentação da Silvia Niquerito, como Café da Arábia, poderia ser um pouco mais longa, talvez porque o café é a bebida que mais aprecio.

O ponto alto da apresentação, como sempre e em qualquer exibição desta obra, é o da valsa: Valsa das Flores, onde a Rachel foi muito bem como solista, seguindo-se-lhe a apresentação de Thalita Amigo e Thiago Fayad, que se mantiveram no mesmo nível. O quadro final “E Tudo não passou de um Sonho” também foi muito bonito pela apresentação de todo o elenco. Cumprimento a professora Scheila do Valle pelo excelente trabalho apresentado, e espero que continue a montar outros espetáculos semelhantes, mesmo sabendo que não é fácil. Desejo a todos um feliz Natal e que o Ano Novo seja repleto de sucessos.

Gil Vital dos Santos

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