Nacional

Conselho critica imprensa e divulga relatório de 2005

Folhapress
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Braília - Um dia depois de definir um “recesso branco” até o dia 9, o Conselho de Ética da Câmara criticou ontem a imprensa e apresentou um relatório das atividades executadas pelo órgão em 2005.

Durante a sessão de ontem, alguns deputados integrantes do conselho aproveitaram a oportunidade para criticar os veículos de comunicação que registraram “as férias” dos conselheiros durante o período de convocação extraordinária, que resultará em gastos em torno de R$ 100 milhões aos cofres públicos. “Os editores (de jornais) fizeram uma leitura equivocada da decisão de vossa excelência”, disse Pedro Canedo (PP-GO), dirigindo-se a Ricardo Izar (PTB-SP), presidente do Conselho. “Hoje as manchetes vão ser de que o Conselho de Ética tenta justificar o injustificável”, ironizou Canedo.

Em seu relatório, Izar destaca o volume de trabalho realizado pelo órgão ao longo do ano. “Nestes últimos seis meses de 2005, o Conselho de Ética experimentou uma sobrecarga de trabalho jamais vista”, disse.

Segundo ele, “nada menos que 23 parlamentares passaram - ou ainda passam- pelo crivo dos membros do Conselho, que buscam incessantemente chegar às raízes dos fatos que determinam as representações por quebra de decoro”.

Izar justificou que o conselho ficará fora de atividade a partir de ontem até o dia 9 de janeiro porque testemunhas programadas para depor durante o período se recusaram a comparecer. “E nós não temos poder de convocação. Podemos apenas convidar”, disse. “É preciso deixar isso claro”, ressaltou Jairo Carneiro (PFL-BA).

O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), responsável pelo caso do deputado Pedro Correia (PP-PE), justificou ainda que, mesmo sem reuniões, os conselheiros estarão trabalhando na elaboração de seus relatórios finais. “Durante esses dias, eu vou ter de ler milhares de documentos importantes”, disse. “Outros parlamentares também farão o mesmo.”

Além do relatório, Izar divulgou o cronograma de trabalho para o começo do ano que vem. Contudo, até 16 de janeiro, não haverá votação de relatórios porque também não ocorrerão sessões no plenário, requisito para contagem de prazos para pedido de vista e apresentação de recursos.

Desse modo, até lá, Izar deseja finalizar a instrução de, no mínimo, seis processos. Já no dia 10 de janeiro deverão ser concluídos os casos de Roberto Brant (PFL-MG) e Pedro Correia (PP-PE). Os outros processos com data para terminar são: Professor Luizinho (PT-SP), no dia 11; João Magno (PT-MG) e Wanderval Santos (PL-SP), no dia 12. Onze parlamentares suspeitos de envolvimento no “mensalão” sofrem processos atualmente no Conselho.

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