Domingo é o dia da semana que tradicionalmente as pessoas reservam para descansar, no entanto, muitos profissionais trabalham neste dia. Ontem, motoristas de táxi, frentistas de postos de combustíveis e garçons, entre outros trabalhadores, tiveram que abrir mão de passar o domingo de Natal com a família para atender as necessidades de outras pessoas.
É o caso dos taxistas que trabalham no ponto do Terminal Rodoviário de Bauru, que mesmo com o baixo movimento registrado na manhã de ontem, estavam de plantão. “Aqui é o seguinte, nós não podemos sair do ponto, porque é a rodoviária. A gente tem que vir trabalhar, apesar de não ser obrigado. Se começar a faltar carro, como é que fica? Caiu um feriado no seu dia e horário, tem que trabalhar”, diz Boanerges Carrascoza Gomes, motorista há 23 anos.
Antônio César, taxista há 19 anos, trabalhou o domingo de Natal inteiro para cumprir a escala. “A gente tem que vir para manter a escala. A maioria dos taxistas vem trabalhar no domingo. É por causa da escala 24 horas”, explica.
Lázaro Francisco Sornas, motorista de táxi desde 1986, também tem a mesma opinião de seu colega de trabalho. “Venho por precisão, porque o serviço mesmo está fraco, tem pouco movimento. Eu venho mesmo é para cumprir o horário”, lamenta.
Camila Cristina Rodrigues, 26 anos, frentista de um posto de combustíveis localizado na esquina da quadra 5 da Alameda Octávio Pinheiro Brisola, acha que ninguém deveria trabalhar no domingo, apesar de entender a necessidade.
“Eu acho que ninguém deveria trabalhar de domingo, ninguém merece. Por outro lado, o posto tem que ficar aberto porque tem um monte de gente que precisa (abastecer o carro)”, explica.
Para o colega dela, frentista Rubens Aparecido da Silva, 51 anos, que está na profissão há 20 anos, trabalhar no domingo não é novidade. “Eu só trabalho de domingo e feriado mesmo. Para mim é normal”, diz.
Nos restaurantes, que normalmente são muito procurados nos finais de semana, a situação não é diferente. “Eu tenho que trabalhar, faz parte da profissão” comenta o garçon Jairo Biazus, funcionário de um restaurante na esquina da Rio Branco com a Cussy Júnior. Ele conta que trabalha neste ramo há 15 anos.