Pessoa que eu admiro e respeito, o meu amigo poeta e declamador de escol Iunes falou de aspectos que desagradam no Natal. E eu até concordo com ele, naquilo que ele mencionou.
Mas existe o outro lado, o outro aspecto, que é o lado bom do Natal, como se fosse o outro lado da mesma moeda, como na dicotomia de Saussure, na qual ele fala da língua e da fala, o código lingüístico e o uso que se faz dele.
Eu quero dizer do uso que se faz do Natal. Se a gente gosta de lembrar do nascimento de Cristo, usando essa lembrança para distribuir afeto e carinho para com as criancinhas e os que vivem a existência precária da manjedoura, onde acreditamos que ele nasceu, então o Natal é bom e é bonito.
Mesmo que não seja pela inspiração do nascimento de Cristo, seja apenas pelo incentivo dadivoso de Papai Noel, embora aí entre muito do interesse comercial, mas se a gente aproveita para lembrar de alguém que a gente gosta e quer presentear, mesmo que só possamos dar uma simples lembrancinha, que prova que nos lembramos da pessoa, gastamos nosso tempo e nos demos ao trabalho de procurar algo ao nosso alcance, que possa vir a agradar, também é bom o Natal.
Pensar no próximo, ter bons pensamentos enquanto se monta a árvore, se limpa e se enfeita a casa e se cultiva no próprio coração bons pensamentos (não esquecer que o bom pensamento conduz à boa ação), tudo isto é o que, para mim, representa o lado bom do Natal.
Isolina Bresolin Vianna - RG 3.027.947