Bairros

Meta do Vidágua é capacitar professores

Rafael Tadashi
| Tempo de leitura: 3 min

O Instituto Ambiental Vidágua comemora hoje 11 anos de atuação para preservação do meio ambiente e capacitação de professores para a educação ambiental em Bauru e cidades da região. Para festejar a data, a Organização Não-Governamental (ONG) apresentou à imprensa o balanço de 2005 e os projetos da entidade para o próximo ano.

A proposta é dar continuidade à capacitação de professores para inserir questões relativas à importância e preservação do meio ambiente no dia-a-dia das salas de aula, de acordo com o secretário executivo do Vidágua, Ivan Alexandre De Marche. O projeto – que já foi aprovado pelo Fundo Estadual dos Recursos Hídricos (Fehidro) e aguarda a liberação da verba - é dividido em três etapas. “Três meses para a produção de material, seis meses para o desenvolvimento de oficinas e mais três meses para que os professores coloquem em prática projetos na área da educação ambiental”, explica De Marche.

Na produção de material estão incluídos cartilhas, vídeos e CD-roms educativos. As oficinas serão divididas em três módulos: questões ambientais globais, nacionais e regionais, educação ambiental com dinâmicas e metodologia para avaliar projetos de educação ambiental. Na terceira etapa, os professores interessados em realizar projetos de educação para o meio ambiente receberão supervisão e apoio técnico de biólogos e profissionais do Vidágua.

A estimativa é que 1 mil professores sejam capacitados para a educação ambiental - 500 da bacia dos rios Tietê-Batalha e 500 da bacia do rios Tietê-Jacaré. Neste ano, o Vidágua ainda capacitou docentes de mais de 100 escolas em 34 municípios, plantou 25 mil mudas para recuperação de áreas degradadas, dobrou a capacidade de produção do seu viveiro de mudas - de 50 para 100 mil mudas anuais -, desenvolveu o projeto Estratégias para Conservação do Cerrado Paulista a partir da mobilização da sociedade civil e o site Clickarvore, desenvolvido em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, chegou a cinco milhões de cliques.

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Além de Bauru

A base de Iguape, extensão do Instituto Ambiental Vidágua inaugurado neste ano no Vale do Ribeira, também é uma das prioridades para 2006. De acordo com o representante da ONG e coordenador da base, Clodoaldo Gazzetta, a meta é ampliar o desenvolvimento da educação ambiental na região, bem como auxiliar a comunidade e instituições locais na conservação ambiental e na geração de renda.

Ele e sua equipe ainda assumiram em novembro o viveiro de Iguape, que tem capacidade anual de três safras de 25 mil mudas, destinadas a abastecer a região do Vale do Ribeira com sementes e mudas de florestas ciliares da mata atlântica.

Em 2006, a base do Vidágua em Iguape vai desenvolver o Plano Estratégico de Recuperação da Mata Ciliar da Bacia Hidrográfica Federal do Rio Ribeira de Iguape. O projeto, aprovado e financiado pelo Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), visa a recuperação das áreas de preservação permanente da bacia hidrográfica do rio Ribeira do Iguape.

A partir deste projeto, o Vidágua pretende mobilizar estudantes e professores da região para realizar um plantio de 120 hectares de florestas ciliares em um único dia, ou seja, mais de 216 mil mudas.

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