Cultura

Tudo trocado

Da Redação
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Depois de “A Partilha” e “A Dona da História”, Daniel Filho realiza o seu “Trocando as Bolas”. Quase, na verdade, já que a idéia de “Se Eu Fosse Você”, que tem pré-estréia hoje nos cinemas de Bauru, é mais próxima de “Vice-Versa” - recorrente nas Sessões da Tarde da vida - ou “Sexta-Feira Muito Louca”, com Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan. Em resumo: o casal Helena (Gloria Pires), uma professora de música, e Cláudio (Tony Ramos), um publicitário bem sucedido, depois de uma briga, troca literalmente de corpo. A consciência dele vai parar, inexplicavelmente, no corpo dela e vice-versa. Trama não muito original, mas que rende boas risadas nas mãos do diretor com timing de comédia e do elenco, que ainda tem Daniele Winits, Lavínia Vlasak, Ary Fontoura, Glória Menezes, Patrícia Pillar, Jorge Fernando e Thiago Lacerda.

Em entrevista divulgada pela assessoria de imprensa da Fox Film do Brasil, o diretor comenta que foi chamado para o projeto em razão de “Sexo, Amor & Traição”, de Jorge Fernando, do qual ele foi produtor. “Achava a idéia do filme muito boa e que poderia ser contada de diversas formas, mas como o filme seria dirigido pelo Jorginho, contaríamos da sua maneira”, relembra. Em razão de atrasos no roteiro, Fernando ficou indisponível e a direção coube mesmo a Daniel Filho. Os protagonistas foram reunidos justamente porque Ramos e Gloria Pires nunca haviam contracenado como casal - o filme foi produzido antes da novela “Belíssima”, no ar atualmente. “Quando ficou decidido que eu iria dirigir, o casal que me veio à cabeça foi esse. Cheguei em casa, telefonei para os dois e contei sobre a mudança na direção e a história. Não os apresentei nenhum roteiro, pois nesse momento ainda não existia, mas mesmo assim o convite foi aceito imediatamente”, relata.

Segundo Tony Ramos, seu personagem apenas achava que sua vida era bem resolvida pessoal e profissionalmente, até a ocorrência do estranho fenômeno. “Isso faz Cláudio perceber que muita coisa estava errada em seu casamento”, comenta, em entrevista divulgada pela Fox. “O mais importante é surpreender o espectador com jeitos e trejeitos femininos sem que pareça efeminado. É possível fazer um olhar complacente, quase feminino, sem exageros”, aponta e completa que teve medo de interpretar o personagem, mas topou a empreitada em razão da direção e da parceria com Gloria Pires.

A atriz define sua personagem como delicada, suave e meio travada. “É uma mulher que tem muita riqueza interior, mas essa virtude não é reconhecida pelo marido até mesmo pela rotina do próprio casamento. Devemos nos colocar no lugar do outro antes de julgá-lo, esse é o tema que o filme despretensiosamente aborda”, diz.

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