Polícia

Nova forma de transporte de drogas é destaque no balanço anual da Dise

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O tráfico de entorpecentes neste ano em Bauru sofreu baixas significativas. Foram 213 pessoas presas pelo crime e mais de 150 quilos de drogas apreendidos. A evolução no trabalho investigativo permitiu ainda que novas formas de transporte de droga em Bauru e até um laboratório de ‘fabricação’ de crack fossem descobertos.

No balanço anual, a Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) está computado 150 quilos de maconha, 12,5 quilos de crack, 6 quilos de cocaína,1,5 quilo de haxixe e 7 gramas de ecstasy. A quantidade, embora significativa, não é o principal trabalho da delegacia porque recolher a droga e não prender o traficante significa que a mercadoria poderá ser reposta, frisa o delegado José Henrique Gomes dos Santos, titular da Dise.

Ele ressalta que 2005 foi marcado por descobertas na Dise. “Foram feitas apreensões que não eram comuns, descobertas maneiras de transporte de droga utilizadas somente no tráfico internacional”, diz, citando o caso de um homem que foi detido em Bauru transportando quase meio quilo de cocaína no estômago.

Aprimorando os métodos de investigação e utilizando os meios de inteligência disponibilizados pela Polícia Civil, a Dise conseguiu descobrir e apreender um laboratório de ‘fabricação’ de crack no município de Pederneiras. “A droga era vendida em Bauru. No local fazia-se a adição do bicarbonato de sódio à pasta de coca”, lembra Santos.

Outra novidade ocorrida no ano foi a apreensão de haxixe, uma droga antes restrita a grandes metrópoles. “Apreendemos 1,5 quilo de haxixe. Para o Interior, essa quantidade é bastante significativa”, comenta.

Além da repressão ao uso e tráfico de drogas, a Dise atua na prevenção. “A Polícia Civil, através da Dise, faz a prevenção com campanhas anuais. Neste ano distribuímos mais de 50 mil folders na campanha ‘Bauru te quero sem drogas’ e no projeto ‘Cara Limpa’”, enumera.

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Depósito

Uma nova modalidade de tráfico sem ficar com a droga foi outra descoberta feita pela Dise neste ano. “Os grandes traficantes, alguns deles presos e outros que já foram condenados, agem de maneira a não serem incriminados. Deixam o entorpecente depositado em local diferente de onde ocorre o comércio”, relata o delegado José Henrique Gomes dos Santos.

Dessa maneira, a droga fica armazenada com uma pessoa da confiança do traficante. “Ele vende, recebe e mantém com ele apenas uma pequena quantidade. Em função dessa nova modalidade, muitas vezes as apreensões são pequenas, embora o traficante seja considerado grande. As pessoas consideradas mais fortes no comércio ilegal foram presas”, observa o titular da Dise.

No tráfico de drogas, a figura do homem é a mais forte, porém as mulheres ocupam o segundo escalão do negócio, avalia Santos. “Elas ficam nesta posição, uma espécie de treinamento para, em uma emergência, assumem o comando”, diz.

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