Bairros

Escorpiões migram de lápides para casas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Basta o sol se pôr para o medo invadir as casas vizinhas ao Cemitério do Jardim Redentor. Movimentos contidos e olhos arregalados são comuns entre moradores, diariamente ameaçados por escorpiões. Os artrópodes saem das lápides rumo aos imóveis da redondeza.

O filho de Fátima Mariano, por exemplo, encontrou anteontem um deles próximo ao computador. A vizinha dela, Cláudia Rodrigues, recolheu de casa cortinas e tapetes para evitar surpresas desagradáveis, como a que vivenciou Guilherme Delarmelindo, 14 anos. No mês passado, ele estava no ônibus escolar quando foi picado no dedo ao mexer na mochila.

“Na hora achei que fosse um ferrinho. Parece que entrou uma agulha e quebrou lá dentro. O ônibus voltou e meu pai me levou no hospital. Não fiquei com medo porque meu irmão (10 anos) já tinha sido picado. O escorpião estava no cobertor dele”, conta. No entanto, dependendo da quantidade de veneno inoculado e da vulnerabilidade do organismo, a picada pode provocar até colapso cardiorrespiratório. O artrópode amarelo, muito encontrado na região do Jardim Redentor, se alimenta de insetos, especialmente a barata.

Para evitar a proliferação delas, a administração do cemitério do Jardim Redentor procede a dedetização a cada três meses, sendo que última foi feita no mês passado. A entidade também já aplicou veneno no local para coibir a procriação dos escorpiões, conta Celso Rubens Chermont, administrador do cemitério. Em março, JC publicou que duas pessoas foram picadas no local. Distante de lá, na Vila Dutra, o problema também é comum, mostrou ontem a reportagem do JC.

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