O historiador Gabriel Ruiz Pelegrina se recorda de quando a avenida Getúlio Vargas era utilizada como estrada de ligação entre Bauru e o município vizinho de Agudos. “Na década de 60, aquilo era tudo abandonado. Por perto só havia o campo de aviação, que tinha saído da Vila Cardia em 1937”, diz Pelegrina.
A arquiteta Maria Helena Rigitano também guarda na memória algumas lembranças sobre a história da avenida. Ela foi responsável pela pasta da Secretaria do Planejamento (Seplan) durante o governo Nilson Costa, época em que o último trecho da avenida foi duplicado. “As obras na Getúlio foram feitas por partes, ao longo dos vários loteamentos”, lembra Rigitano.
Segundo ela, embora a Getúlio seja mais evoluída, a ocupação daquela região se deu primeiramente na avenida Nossa Senhora de Fátima. “Em princípio, os lotes próximos à Getúlio eram para ser residenciais, mas como a via se transformou em corredor de ligação, também virou um grande corredor comercial”, diz, enquanto recorda o surgimento dos condomínios residenciais Samambaia e Paineiras, por volta da década de 70.
Para Rigitano, a duplicação da rodovia Marechal Rondon e a construção do trevo da Eny, que dá acesso à rodovia Bauru-Jaú, foram muito importantes para impulsionar o crescimento da avenida. “O final da Getúlio teve de ser interditado, pois dava acesso à estrada, mas, em compensação, foi feita uma ligação da avenida com a Rondon entre o trevo da Eny e o da Nações”, explica.
Quanto à duplicação do último trecho da Getúlio, Maria Helena relembra a dificuldade em solucionar o problema de drenagem de água da chuva naquela área. “Houve uma demora porque o problema era muito sério. Chegaram a falar que era por causa da árvore copaíba, mas nós nunca tivemos a intenção de cortar a árvore”, finaliza.