O projeto da avenida Nações Unidas Norte, compreendido a partir da avenida Nuno de Assis, onde já foram feitos 500 metros de asfalto, segue o traçado do córrego Água do Castelo e termina na SP-294, a Bauru-Marília. A duplicação de 13 quilômetros da rodovia, em fase de conclusão pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), inclui a construção de um trevo para acesso à avenida Nações Unidas Norte, que está em obras.
O arquiteto Jurandyr Bueno Filho chama a atenção para o trevo em construção, que em sua ótica futuramente não atenderá à demanda de veículos no novo acesso à cidade, quando estiver concluída a avenida Nações Unidas Norte.
O engenheiro civil Izidoro Schafranski Neto, secretário municipal de Planejamento, explica o dispositivo de acesso, a partir dos dois projetos: o primeiro, realizado pelo Escritório Técnico da Seplan, no passado, e o segundo, de autoria do DER.
De acordo com suas informações, a interseção de uma avenida ou rodovia pode ser feita através de um dispositivo conhecido como trevo.
“O primeiro (feito pela Seplan) foi projetado um sistema viário diferenciado, maior. Seriam dois tipos de viaduto, com a rodovia passando por baixo. Mais ou menos igual ao que temos na Marechal Rondon sentido Iacanga. Quando você sai do Parque Vista Alegre e segue em sentido Iacanga. É um complexo”, lembra.
Já o projeto que está sendo executado pelo DER na Bauru-Marília é diferente. “O pessoal no DER não aceitou esse trevo, colocou um igual ao sistema que está perto do Parque Zoológico, no final da Nações Unidas Sul, com a rodovia passando por cima”, exemplifica o secretário de Planejamento.
Em sua avaliação, a mudança não descaracteriza em nada o prolongamento da avenida Nações Unidas. “A única coisa que a gente coloca, em termos de engenharia, é o que pode acontecer depois de executado, daqui a 10, 20 anos, isso (o trevo) estar saturado. Aí será necessária uma nova intervenção para fazer um novo viaduto de transposição para poder melhorar o sistema. O sistema como estava sendo previsto, daria para (suportar o tráfego) em 40, 50 anos.”