Com mais produção e consumo elevado, a abertura de novas oportunidades para a geração de renda torna-se uma extensão natural. Nem mesmo a tão pesada carga tributária tirou o fôlego ou tampouco abortou os investimentos de muitos empresários que viram seu negócio crescer, contrataram mais funcionários e até adquiriram novas empresas. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que Bauru ficou na 19ª posição entre os 50 municípios do Estado de São Paulo que contabilizaram o maior número de empregos com carteira assinada de janeiro a novembro deste ano.
No comércio da cidade, todos os números divulgados ao longo do segundo semestre foram positivos. Natal, lojas abertas até a noite e movimento intenso todos os dias. Quem ousou, investiu e acreditou na economia, colheu frutos e agora comemora o crescimento dos resultados sobre o ano passado.
Lojas cheias, promoções constantes, filas de consumidores para pagar as prestações feitas no crediário. Crédito “na praça” é sinal de “nome limpo”, de consumidores em dia com seus compromissos e longe das listas de inadimplentes. O que mais poderia proporcionar isso não fosse a estabilidade econômica e a luta incansável da população trabalhadora? Contra fatos não há argumentos.
Opiniões políticas à parte, não se pode negar que 2005 foi um grande ano no setor habitacional. O aumento do capital disponibilizado pela União para que fosse direcionado a financiamentos nessa área, principalmente nos programas voltados à população de baixa renda, possibilitou que muitas famílias realizassem o sonho da casa própria. Os bancos chegaram a “disputar” as maiores quedas dos juros que incidem nessas operações de crédito.
A população de classe média também pôde enumerar conquistas no setor habitacional, facilitadas por ações promovidas pelo governo com o objetivo de criar um crescimento saudável na movimentação e expansão imobiliária. Entre elas, a Medida Provisória (MP) do Bem.
Há tempos a política habitacional não era tão incentivada quanto em 2005. E para o próximo ano, a verba disponível para a concessão de crédito nesta área será ainda maior, assim como as expectativas.
É claro que ainda há espaço para muito mais avanços, mas uma economia saudável se faz assim mesmo: calculando cada passo para que o crescimento se sustente - e para que todos possam ter uma vida melhor.
As sucessivas quedas do dólar, que fortaleceram sobremaneira o real frente a moeda americana, trouxeram importantes ganhos empresariais e ajudaram a fundamentar uma imagem positiva do País no mercado. Até mesmo a taxa básica de juros - Selic - começou a cair.
Para 2006, a opinião de especialistas é de que o Conselho de Política Monetária (Copom) mantenha a curva descendente da Selic. Algumas projeções já indicam a possibilidade da taxa baixar a 12,5% ao ano até setembro próximo.
A previsão do Banco Central para o ano que vem é de que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) seja em torno de 4% - um bom índice. Na estimativa do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, o desempenho da economia pode repetir a performance de 2004, quando o PIB (a soma de todas as riquezas produzidas no País) cresceu 4,9%.
As perspectivas positivas também permeiam as projeções feitas para Bauru em relação a 2006. O novo aeroporto será inaugurado e mais rodovias estarão duplicadas. São fatores que colocarão ainda mais em evidência o inerente diferencial da potencialidade logística da cidade, localizada no centro do Estado e servida ainda pela ferrovia e pela hidrovia Tietê-Paraná.
Bauru está, até mesmo, na rota do aumento da produção de álcool em 2006. Os tanques da Petrobras existentes na cidade, com capacidade para armazenar 5 milhões de litros cada um, serão reativados para ajudar o Brasil a suprir a demanda pelo combustível por parte de países como China e Japão.
Também está prevista a inauguração da escola da construção civil, além de outros projetos da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) para a cidade. O Conselho Municipal de Turismo (Comtur) planeja a instalação de pelo menos uma unidade do Posto de Informações Turísticas (PIT), além de outras medidas do Bauru Convention & Visitors Bureau que irão impulsionar o turismo de negócios e receptivo no município.
A evolução, pelo seu próprio significado, é uma escala progressiva. O ano que se encerra abriu portas e trilhou caminhos de vida próspera na economia da cidade. Dar continuidade ao trabalho iniciado neste ano deve ser um compromisso, e isso nos fornece a certeza de que 2006 será ainda melhor.