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U2 apresenta show que vem ao Brasil

Folhapress
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Fãs de U2, animai-vos: a julgar pelo recém-lançado DVD “Vertigo 2005: U2 Live from Chicago”, o show que o Brasil deve ver em 20 e 21 de fevereiro próximo (no Morumbi, em São Paulo) é muito melhor do que o que o país viu em janeiro de 1998, quando Bono, The Edge, Larry Mullen e Adam Clayton se apresentaram pela primeira vez por aqui, no Rio e em SP.

Enquanto em 1998 a banda veio com a “PopMart Tour”, baseada no repertório do fraquíssimo “Pop” (1997), a turnê “Vertigo” se ampara nos dois discos de inéditas que a banda lançou desde então, os bons “All that You Can’t Leave Behind” (2000) e “How to Dismantle an Atomic Bomb” (2004). No show gravado em Chicago e transformado em DVD, a principal diferença entre as duas turnês fica clara e pode ser resumida em uma única palavra: rock.

Em “Pop”, o U2 flertava com a dance music, mas nos inéditos subseqüentes a banda voltou a fazer o som que lhe deu fama. A abertura já é arrasadora: em um palco circular, circundado por uma grande passarela, a banda emenda em seqüência “City of Blinding Lights” e as pauladas “Vertigo” e “Elevation”, duas das melhores músicas do U2 em décadas. Logo depois, volta ao primeiro disco (“Boy”, de 1980) com “The Electric Co.”, “An Cat Dubh” e “Into the Heart”, e retorna ao presente, com a poderosa “Beautiful Day”.

Nada de “Mofo”, nada de “Discothéque”, o clima aqui é rock’n’roll. Os hits? Estão aqui, e tocados vigorosamente, não nas versões meia-boca da turnê de 1998: “New Year’s Day”, “Sunday Bloody Sunday”, “Pride (In the Name of Love)”, “Where the Streets Have no Name”, “One”, “Misterious Ways”...

E se a “PopMart Tour” veio amparada em um muito comentado circo tecnológico (maior telão do mundo, a banda flutuando em uma bolha/limão), a turnê “Vertigo” não fica atrás: além da passarela que permite uma aproximação maior entre banda e público, o palco fica em uma posição central, permitindo uma visão de 360º. Quanto aos telões, eles são formados por fileiras de bolas dispostas como em um colar. Agora é torcer para que a banda traga exatamente esse aparato (e repertório) ao Brasil.

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