Regional

Embarcadouro de terra revolta vizinhos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Arealva – A construção de um embarcadouro de terra tirou o sossego dos moradores do Vale do Sol, às margens do rio Tietê, em Arealva (41 quilômetros de Bauru).

Assim que a obra ficou pronta, o embarcadouro passou a represar a água em frente a alguns ranchos. Com isso, uma substância esverdeada foi se acumulando e em dias quentes exalam um cheiro forte e desagradável.

Embora o local esteja repleto de ranchos, daqueles ideais para passar o fim de semana ou feriados, existem muitas famílias que residem ali e elas estão inconformadas com o mau cheiro.

“O que era para ser um espaço de lazer acabou virando fonte de aborrecimento”, reclama o morador Gerônimo Rafacho. O rancho dele fica em frente ao trecho represado. “É triste vir até aqui (beira do rio) e ver essa situação.”

Ele conta que chegou a conversar com o responsável pelo aterramento da margem do rio e o mesmo teria se comprometido a construir uma passagem para a água, mas até o momento nada foi feito.

A conversa, segundo Rafacho, ocorreu em dezembro de 2004. O idealizador do embarcadouro de terra teria dito na época que tomaria as providências entre abril e maio do ano passado, quando chove pouco. No entanto, a represa continua lá, acumulando sujeira e exalando mau cheiro.

Rafacho disse ter conversado com órgãos ligados ao meio ambiente e com funcionários de uma empresa que presta serviço a AES Tietê (responsável pela ocupação da margem do rio Tietê na região), mas sem sucesso.

O responsável pelo embarcadouro não reside no Vale do Sol. Segundo informações dos moradores, ele mora e trabalha em São Paulo e raramente vai a Arealva.

Para construir o embarcadouro, ele aterrou uma faixa do rio de aproximadamente dez metros de comprimento por dois metros de largura. Na ponta foi construído um quiosque para proteger do sol e da chuva.

Os demais embarcadouros construídos nos ranchos vizinhos são todos feitos de madeira e não oferecem nenhuma resistência para a passagem da água. Com o aterramento, a água não tem por onde passar.

Elaine de Oliveira Martins, que também se diz incomodada com o mau cheiro, disse que os moradores estão preparando um abaixo-assinado como forma de protestar e pedir providências dos órgãos responsáveis ou mesmo do vizinho que construiu o embarcadouro.

Ao todo, o Vale do Sol possui 20 ranchos e todos estariam incomodados com o mau cheiro, mas uma parte não quer se envolver para não se indispor com o vizinho. O JC não conseguiu localizar o dono do rancho para comentar a reclamação dos moradores.

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