Esportes

Torcida aguardava ansiosa

Gabriel Pelosi
| Tempo de leitura: 2 min

“Timão ê ô, timão ê ô...”: esse era o coro da torcida que aguardava o time campeão brasileiro em sua chegada a Bauru. Na frente do Hotel Obeid, torcedores faziam plantão desde às 16h. A Polícia Militar precisou realizar um cordão de isolamento para que a equipe pudesse desembarcar tranqüilamente do ônibus que a trouxe.

De tranquilidade não teve nada. Os jogadores desceram do ônibus e, sob gritos e puxões na camisa, conseguiram entrar no hotel em que estão hospedados. Dentro do hotel os jogadores assinaram a ficha de hospedagem e subiram para os quartos em seguida.

Aparecido Azevedo, torcedor fanático do Corinthians, afirmou que de tão ansioso pelo dia da partida entre o Alvinegro e o Noroeste não dorme há duas noites. “Não tenho nenhum familiar próximo, moro sozinho. Por isso hoje sou apaixonado pelo Corinthians.”

Durante a noite, um grande número de torcedores ainda estava na frente do hotel e homens da Polícia Militar faziam plantão no saguão. Os jogadores jantaram às 20h e alguns seguiram até a sala de internet do hotel.

O atacante Rafael Moura, recém-contratado do Corinthians, falou ao JC, ao sair da sala de internet, sobre a expectativa de sua primeira partida com a camisa do Corinthians: “A expectativa é a melhor possível. Quero ir com calma e tranqüilidade para mostrar o meu futebol para o torcedor e para quem não me conhece ainda.

O professor (Antônio Lopes) me passou bastante tranqüilidade, mas a respeito do jogo, se eu vou entrar ou não na partida, ele ainda não me passou nada.”

O ídolo da torcida corintiana, Carlitos Tevez, foi o último a deixar a sala de internet e subir para o quarto. Seu computador Lap Top tem como fundo de tela uma foto de sua filha Florencia. O atacante prefere não dar entrevistas e, antes de pegar o elevador para o andar de seu quarto, acenou para a torcida que gritava seu nome do lado de fora.

Jeferson Yassuba, assessor de imprensa do Corinthians, não liberou os jogadores para entrevista coletiva com os jornalistas da cidade. Jeferson alega que são ordens do clube e por isso os jogadores estão proibidos de concede-las durante a permanência no hotel.

Comentários

Comentários