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Fundos atacam relatório sobre perdas de R$ 730 mi

Folhapress
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São Paulo - Representantes de alguns dos principais fundos de pensão do país se reuniram ontem em São Paulo para combater o relatório preliminar apresentado pelo sub-relator da CPI dos Correios, o deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), que apontou perdas milionários em investimentos feitos nos últimos cinco anos.

O presidente da Abrapp, entidade que reúne os fundos, Fernando Pimentel, afirmou que houve uma “visão distorcida” sobre algumas das operações dos fundos no mercado financeiro e que, apesar dos pedidos oficiais, a comissão não enviou informações sobre os critérios de cálculos dos prejuízos apontados no relatório.

O questionamento sobre a metodologia da CPI foi a tônica de praticamente todos os representantes dos fundos de pensão. Segundo esse relatório, que teve sua divulgação oficial suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF), as perdas somariam R$ 730 milhões em operações na BM&F realizadas por 14 fundos de pensão desde 2000. Segundo Pimentel, os fundos já solicitaram uma audiência com o deputado ACM Neto e com demais autoridades da comissão. Ele negou que o relatório tivesse motivações políticas. “No aspecto estritamente político, eu acho que não. Acho que ainda é falta de esclarecimento, de informações sobre os fundos de pensão”, disse ele.

“Estamos numa situação estranhíssima. Não conseguimos nem responder (à acusação da CPI). Não existem essas perdas. No primeiro relatório, aquele calhamaço de outubro, a Petros aparecia como superavitária nas operações de títulos públicos”, afirma Ricardo Malavazi, diretor-financeiro do fundo Petros (dos funcionários da Petrobras), que no relatório aparece com prejuízos de R$ 64 milhões entre 2000 e 2005.

Os representantes dos fundos Previ (do Banco do Brasil) e Funcef (da Caixa Econômica Federal) rejeitaram as acusações de influência política na indicação de cargos chave nas instituição por conta do ex-ministro Luiz Gushiken, hoje no Núcleo de Assuntos Estratégicos. “Essas denúncias são infundadas. Não me consta que tenha havido evidência dessas acusações”, disse ele. José Roberto Teixeira, presidente do fundo Postalis (dos Correios), afirmou que o documento não apontou as circunstâncias do prejuízo e que os ativos da instituição aumentaram quase 10 vezes desde 1995.

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