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Centrais sindicais decidem levar proposta de mínimo ao governo

Folhapress
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São Paulo - As principais centrais sindicais do País decidiram ontem levar uma nova proposta de correção do salário mínimo para o governo federal. A nova proposta prevê a elevação do mínimo de R$ 300,00 para R$ 360,00. Inicialmente, as centrais sindicais reivindicavam um salário mínimo de R$ 400,00. A nova proposta, entretanto, está condicionada à correção de 10% da tabela do Imposto de Renda (IR).

No início das negociações, as centrais sindicais pediam que a tabela sofresse uma correção de 13%. As centrais pretendem apresentar a nova pauta de reivindicações na próxima semana para o governo. A nova proposta é um meio-termo entre a oferta do governo e as reivindicações iniciais dos sindicalistas. O Planalto chegou a acenar com a elevação do mínimo para R$ 350,00 e uma correção de 7% para a tabela de IR.

Mais tarde surgiram rumores que para elevar o mínimo para R$ 350,00 o governo não teria condições de corrigir a tabela do Imposto de Renda. Participaram da reunião de ontem representantes da Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT), Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e Social Democracia Sindical (SDS). “O governo precisa entender que a valorização do salário mínimo é uma forma de distribuir renda”, disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

Desde 1996, a tabela sofreu somente duas correções: de 17,5%, em 2002, e de 10% em 2005. Em 2004, as centrais sindicais pediam que a tabela sofresse uma correção mínima de 17% para zerar as perdas acumuladas no governo Lula -mas o governo concedeu um reajuste de 10%. No ano passado, as centrais pediram 13% de correção - referente a inflação deste ano mais 7% que não foram concedidos em 2004.

A equipe econômica, entretanto, sinalizou várias vezes que a correção da tabela de IR não está entre as prioridades do governo. Para eles, a correção da tabela beneficiaria apenas de 6% a 7% da população - quem paga Imposto de Renda.

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