Tribuna do Leitor

Sobra inadmissível


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Num país e numa cidade onde faltam recursos suficientes para atender toda a área de educação, fico muito preocupado quando observo que, pela segunda vez, sobram verbas relativas ao Fundo da Educação Fundamental. Enquanto isso, os salários dos professores continuam não valorizados, ignorando a importância desses mestres na formação do ser humano, ao mesmo tempo em que os referidos profissionais têm que custear suas formações em pedagogia quase sem auxílio de verbas públicas. O que se vê agora é uma verdadeira “guerra” entre os servidores da área para tentar distribuir tais sobras que deveriam ser gastas na educação e não distribuidas entre os servidores. Se a verba existente não foi devidamente empenhada para custeio direto é porque alguém ou alguns ignoraram os investimentos necessários, criando uma “sobra” totalmente inadmissível, do ponto de vista administrativo.

Talvez, o investimento na formação pedagógica dos professores tivesse sido o melhor destino dessa verba!... A inclusão digital também, além de muitas outras áreas que ficaram em compasso de espera. Entendo que cabe aqui algum tipo de avaliação investigativa para determinar o responsável por esssa “pasmaceira”. Certamente, esses meus comentários não vão agradar muitos os servidores municipais da área de educação, porém, acho muito importante avaliar esse fato, pois se Bauru aceitar a municipalização plena, o que fazer com os recursos financeiros não devidamente gastos na saúde dos munícipes? Vão ser distribuídos entre os servidores da saúde? Quem sabe não aparece alguém que queira “economizar” em remédios e despesas assistenciais aos munícipes para distribuir tais sobras! Será que o Ministério Público ainda não se atentou para a gravidade do problema?

Lindolfo Pinheiro - médico - CRM 21691

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