Regional

Aposentada perde R$ 1,5 mil em golpe

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Iacanga – Uma mulher que se identificou como agente de saúde aplicou um golpe de R$ 1,5 mil na aposentada Odete Pezarini, 70 anos, anteontem, na Vila Águas Claras, em Iacanga (50 quilômetros de Bauru).

Quando a aposentada percebeu, a mulher já havia entrado na casa, mexido em seu cartão do banco e revirado a carteira do marido. Tudo isso com a desculpa de que estava verificando os cartões de saúde do casal.

Odete contou à polícia que estava tranqüila em casa, lavando roupa, quando por volta das 10h chegou uma pessoa em sua casa dizendo que era funcionária do Posto de Saúde e precisava dar uma olhada nos cartões de saúde dela e do marido.

A aposentada diz que foi até o quarto buscar os documentos e foi seguida pela suposta funcionária. Depois de mexer nos documentos da dona Odete, a mulher vasculhou também a carteira do marido dela, que não estava em casa.

Depois disso, a mulher foi embora e uma vizinha foi conversar com dona Odete querendo saber quem era a visita. A aposentada contou o que havia acontecido e a vizinha pediu para que tomasse mais cuidado antes de deixar pessoas estranhas entrarem na casa e mexer nos documentos.

Desconfiada, dona Odete foi até o Posto de Saúde. Foram apresentados a ela todos os funcionários que trabalham no local, mas ela não reconheceu nenhum deles.

Imediatamente, imaginou que tivesse sido vítima de algum golpe. Assim que chegou em casa foi verificar os documentos dela e do marido e notou a falta do cartão bancário que ambos utilizam para receber a aposentadoria. Junto com o cartão estava a senha para acessar a conta.

Ela foi até a delegacia registrar a ocorrência e de lá seguiu até a agência bancária, acompanhada do delegado Kleber Granja. Foi requisitado um extrato da conta da aposentada, onde constava um empréstimo de R$ 2.567,00. Em seguida, foi feito um saque de R$ 1.000,00 e uma compra de R$ 535,00.

De acordo com o extrato, toda movimentação foi registrada às 12h48, em um terminal eletrônico instalado no shopping de Bauru.

Segundo descrição feita por dona Odete, a mulher que esteve na casa dela aparenta cerca de 35 anos, tem estatura média, pele e cabelos claros, usava calça verde claro e tem uma estrutura física do tipo masculino.

O delegado Kleber Granja aproveitou para ressaltar a importância das pessoas, principalmente as mais idosas, de tomar muito cuidado com as pessoas que as procuram em casa ou na rua. “Não tem que mostrar documento nenhum dentro de casa. Se tiver que mostrar, isso tem de ser feito em algum órgão, não para pessoas estranhas”, alerta.

Ele comentou ainda que é importante checar se a pessoa pertence mesmo ao órgão que ela diz trabalhar. “Ligue para o órgão e pergunte se a pessoa trabalha mesmo lá”, recomenda.

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