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Higiene pessoal & cigarros


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A funcionária de um supermercado da cidade, Luciana Nery, não soube precisar em quanto aumentou o movimento no estabelecimento nos finais de semana, em função das visitas dos presos. “Sei que aumentou. As mulheres compram muitas bolachas, refrigerantes, doces e cigarros.”

Na opinião do funcionário de outro supermercado, Ovídio Lázari Júnior, o aumento nas vendas de finais de semana aumentou em torno de 40%, sem afetar a segurança. “O que as visitas mais procuram são produtos de higiene pessoal, refrigerantes, bolachas, doces, pães e frios.”

Com a demanda em alta, o estabelecimento mudou o perfil das compras. “É exigência do sistema e nós tivemos de nos adaptar. Os desodorantes aceitos são os embalados em tubos plásticos transparentes.”

Na área de frios, locais onde ficam expostos os iogurtes, salsichas etc, teve que ser ampliado. “As compras desses produtos aumentou. Não são só as visitas dos presos que compram. Os agentes e diretores também compram.”

Pagamento no cartão

Júnior diz que a chegada dos presídios determinou a mudança da forma de pagamento. “Antigamente, recebíamos só em dinheiro e cheque. Os funcionários das penitenciárias usam cartão e tivemos que aceitar, assim, como os vales alimentação etc.

Barbeiro foi professor

Há 50 anos, Alberto Marins, 72 anos, casou e mudou para Reginópolis. Ali instalou sua barbearia e cultivou clientes manejando sua navalha como ninguém. Alguns deles ainda freqüentam a barbearia e não abrem mão dos serviços.

A popularidade de Marins já lhe garantiu o cargo de vereador e de diretor do Reginópolis Futebol Clube. Durante sua vida profissional ele ensinou a profissão para outras pessoas. Um de seus alunos está em São Paulo. “Um deles trabalha no edifício Itália, na Capital.”

Aposentado, ele continuou no ofício. “Tinha duas cadeiras, agora uso só uma, trabalho sozinho, estou aposentado. As cadeiras são as mesmas de quando comecei com a barbearia. São relíquias. Já recusei a troca por nova e a venda para colecionador.”

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