É urgente uma reforma política para reduzir a movimentação de caixa dois ou, como nos ensinou o professor Delubio, em aula que ministrou na CPI, “dinheiro não contabilizado”. Acabar é impossível. O brasileiro precisa aprender a seguir o exemplo dos mais velhos. Na Alemanha e em Portugal as campanhas políticas são financiadas pelo poder público, é evidente que precisam ser bem disciplinadas e fiscalizadas (Receita Federal e Justiça Eleitoral). Com esse financiamento, o público, certamente a interferência de banqueiros, construtoras poderosas e outros será diminuída. É urgente também uma reforma partidária para evitar que sejam criados partidos apenas para obter o financiamento.
Tem muito partido. É preciso reduzir seu número, observando tamanho, tradição, número de representantes eleitos, etc. Outro ponto importante que precisa mudar é a criação dos distritos eleitorais, acabando com a obtenção de votos fora do distrito. Candidato a deputado federal de Rondônia vem buscar votos em Bauru, porque aqui reside o seu cunhado que vai dar uma força, embora ele nunca tenha vindo aqui. Nos Estados Unidos, há mais de duzentos anos, quando o candidato pisa na bola, o povo retira seu mandato.
Essa já é mais difícil, porque temos 513 deputados federais e eu creio que mais ou menos 50% teriam que ser substituídos. Um exemplo de que o voto distrital funciona. O deputado estadual Pedro Tobias, com seu trabalho extraordinário, sua alta capacidade, idoneidade impecável, é bem conhecido no seu distrito eleitoral, é voto certo, voto tranqüilo para sua reeleição. Precisamos mudar para melhor, não apenas mudar.
Blasco Peres Rego - RG 2.064.022