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Frangos mortos tinham micoplasmose, diz laudo

Por Davi Venturino | Com Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

Itapuí – A Faculdade de Veterinária e Zootecnia (FVZ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu divulgou os resultados das análises feitas nos frangos encontrados mortos em Itapuí (44 quilômetros de Bauru), em dezembro do ano passado. As aves não estavam infectados com a gripe aviária como se temia, mas sim com uma doença conhecida como micoplasmose.

Na ocasião, cerca de 36 frangos morreram em menos de 24 horas em uma residência no Balneário Mar Azul. Para se certificar de que as aves não teriam morrido devido a gripe aviária, a Vigilância Sanitária da cidade solicitou que fossem feitas análises nas aves pela Secretaria de Estado da Agricultura, em Descalvado, e também pela Faculdade de Veterinária e Zootecnia de Botucatu.

No final de dezembro foram enviadas para os dois órgãos amostras de sangue das aves doentes e também frangos vivos que apresentavam a doença. O resultados das análises, divulgados semana passada, revelaram que as aves morreram devido a uma doença chamada micoplasmose.

A micoplasmose ocorre primariamente em galinhas e perus. Os micoplasmas são considerados os menores microrganismos capazes de auto-replicação. Após penetração do microorganismo, eles aderem às superfícies da traquéia e dos sacos aéreos das aves e se espalham pela região afetada. O local fica irritado e sofre reação inflamatória e produção de muco que pode levar à morte.

De acordo com o responsável pela Vigilância Sanitária de Itapuí, César Augusto Tomazi, a doença não representa nenhum risco aos seres humanos. Ela é transmitida apenas entre as aves.

A micoplasmose já havia sido cogitada na época por Tomazi. Segundo ele, condições precárias de higiene e alimentação são as principais causas da doença. A confirmação do prognóstico foi recebida com alívio. “Agora estamos mais tranqüilos”, disse.

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