Após uma profunda análise, cheguei à conclusão de que seria mais racional não pagar o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), devendo aguardar até que futuramente possa ser anistiado.
Passei a me convencer baseado na matéria publicada no JC do dia 30 passado, quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, lançou o pacote de bondades. Entre outras medidas está a anistia de dívidas de IPVA, com débitos de até R$ 500,00 relativos a 1999 e 2000. Declara o governador que a anistia deve atingir 800 mil devedores. O valor médio dos débitos é de R$ 315,00.
A receita do IPVA é partilhada entre Estado (50%) e município (50%) onde o veículo é registrado e destina-se ao financiamento de serviços básicos à população. Logo, Estado e municípios deixarão de receber R$ 252 milhões.
Aos anistiados, um prêmio, a nós, que nos sacrificamos para honrar nossos compromissos com o Estado, sobraram máscaras de palhaços, que servirão para esconder nossos rostos, envergonhados por cumprir com nossas obrigações.
Não generalizando os devedores, com certeza existe uma parcela que a anistia justifica.
Nilton Bertinotti - RG 4.669.031