Polícia

Base Noroeste sofre ameaça e policiais são alvos de tiros

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

A Base Comunitária Noroeste da Polícia Militar (PM), localizada nas dependências do Centro Social e Urbano (CSU) na Bela Vista, recebeu uma ligação telefônica ontem de madrugada informando que sofreria um atentado, sem especificar como. Um dos suspeitos de ter feito a ameaça, ao ser perseguido, atirou contra os policiais, mas não chegou a acertá-los. Ele foi abordado e negou ter feito a ameaça. Até ontem à tarde a Base Noroeste não havia sofrido nenhum tipo ataque, mas a denúncia ficou registrada em boletim de ocorrência.

Para o comandante interino do 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPMI), major José Humberto Nardo, a ligação não passa de um trote. Como cautela, desde a semana passada, quando a PM sofreu ataques na Capital, os policiais receberam orientação para redobrar a atenção ao comportamento das pessoas e aos telefonemas recebidos e usar cones e cavaletes para restringir o trânsito na frente e lateral das bases comunitárias.

Assim que os policiais da Base Noroeste receberam a ameaça na madrugada de ontem, rastrearam o número do telefone e descobriram que a ligação foi feita de um orelhão na quadra 2 da alameda Babilônia, no Parque Santa Edwirges, bairro atendido pela base. Rapidamente, uma equipe foi para o local de instalação do orelhão e nas proximidades encontrou uma moto parada, com duas pessoas, conforme o registrado em boletim de ocorrência.

Ao perceber a aproximação dos policiais, os dois homens fugiram na moto, mas foram perseguidos. Entraram em ruas de difícil acesso, com buracos. Durante a perseguição, dois disparos foram efetuados na direção dos policiais, que não chegaram a ser atingidos. A PM acredita que o autor dos disparos tenha sido o passageiro da moto, que logo em seguida chegou a cair no chão, mas continuou a fuga.

Com ajuda da equipe da Força Tática, um dos homens, o garçom Giliard Júnior Martins, 21 anos, morador no Parque Santa Edwirges, foi localizado e conduzido ao Plantão Policial. Ele negou que tenha feito ligação ameaçando a polícia e efetuado os disparos. Foi solicitado exame residuográfico das mãos de Martins, para verificar se havia vestígios de pólvora, mas o resultado ainda não saiu.

Como não havia provas do envolvimento dele nos disparos e na ameaça telefônica, Martins foi liberado. O outro rapaz que estava na moto não foi localizado pelos policiais, apesar do patrulhamento na região. A arma usada para efetuar os disparos contra os policiais também não foi encontrada.

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