Bagdá - O jornal britânico “Sunday Times” informou ontem que o homem mais procurado do Iraque, Abu Musab al Zarqawi, representante local da Al Qaeda, locomove-se pelo país e dorme todas as noites com explosivos atados à cintura, para suicidar-se caso venha a ser localizado.
A informação foi dada por um dos dirigentes da insurgência sunita, o xeque Abu Omar al Ansari, que o encontrou há duas semanas. Ansari diz que Zarqawi tem hábitos singelos - serve os visitantes como se fosse um criado - e chora durante as orações.
Em Bagdá, o governo iraquiano disse ter encontrado os corpos cravados de balas de 23 homens seqüestrados depois de prestarem concurso para o ingresso na polícia. As vítimas foram interceptadas em 18 de janeiro, num ônibus a 95 km ao norte de Bagdá. Bombas e tiros mataram ontem ao menos 13 pessoas, enquanto lideranças xiitas, majoritárias nas eleições de dezembro, preparavam-se para negociar uma coalizão com curdos e sunitas.
O comando americano informou que seus soldados mataram anteontem três homens em Beiji, 250 km ao norte de Bagdá. A insurgência atacou ontem o domicílio de um policial iraquiano em Balad Ruz, a noroeste da capital, matando seus dois filhos, de 6 e 11 anos, e um outro parente.
Também ontem foi encontrado o corpo de um ancião sunita, Sayid Ibrahim Ali, e o de seu filho. Em Los Angeles, um militar americano, Lewis Welshofer, foi condenado por homicídio pela morte de um general iraquiano que ele torturou. Abed Hamed Mowhoush morreu asfixiado quando sob custódia dos EUA.