Nacional

Serra só falará sobre candidatura em março

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem que só vai falar sobre uma possível candidatura à Presidência da República em março. “Meu nome aparece em todas as pesquisas que são feitas, não do PSDB mas de órgãos de comunicação, aparece na frente do presidente Lula no plano nacional. É algo, como eu disse muitas vezes, que me gratifica bastante. Muita gente em função disso deseja que eu seja candidato, por isso meu nome tem sido colocado. Outra questão é a distância entre pesquisa e candidatura - pelo momento não tenho nada a declarar a este respeito. Oportunamente, se houver algo a dizer eu chamo todo mundo e a gente vai ver isso lá por março”.

Apontado como essencial para a escolha do candidato tucano ao Planalto, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desvelou anteontem sua preferência pelo prefeito de São Paulo ao endossar a importância da vontade popular para a decisão. Ele também minimizou o desgaste de uma eventual renúncia de Serra. “O prefeito será candidato se o povo quiser que ele seja. Ele é uma pessoa responsável. Se o povo quiser, não haverá desgaste.”

Embora tenha elogiado o desempenho do governador Geraldo Alckmin, e até concordado que a candidatura dele seja mais natural, porque está terminando o mandato, FHC disse que não é Serra, mas “os outros que o estão colocando (como candidato)”. “Você faz a pesquisa e está lá o nome dele.” FHC disse que não haverá sangue na disputa.

A intenção é investir em aparições públicas de Serra e Alckmin, como num seminário do partido no próximo dia 17, para mostrar ao “segundo escalão” dos dois que não existe conflito. A avaliação é que, se civilizada, a disputa interna garante visibilidade ao PSDB.

Confusão

Ontem, Serra foi recebido com protesto pelos moradores da favela onde inaugurou duas escolas de alvenaria, na região de Vila Maria (zona norte de SP). Um grupo com cerca de 200 manifestantes invadiu o espaço durante o discurso de Serra com cartazes nas mãos para reivindicar moradia, o que deixou o prefeito incomodado. “Agora que a TV e os jornais já fotografaram, quero pedir um minuto para falar”, disse.

O prefeito atribuiu o movimento ao PT. Ele autorizou a subida de uma das manifestantes ao palanque e orientou o secretário da Habitação, Orlando Almeida, para acalmar o tumulto.

Comentários

Comentários