Auto Mercado

Má conservação é ‘vilã’ da desvalorização

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

A desvalorização de um automóvel é inevitável e atinge todos os modelos e marcas. Mas ela torna-se mais implacável à medida em que os anos avançam, principalmente para aqueles que transformaram-se em “velhinhos”. Entretanto, já que não é possível impedir a perda de valor de um veículo pela ação do tempo, deve-se ficar atento para que ela não se agrave. E conseguir isso não é complicado. Basta dar a atenção que o carro merece.

Manter as características originais e o bom estado de conservação são as principais receitas para que a desvalorização não reduza tanto o valor de um veículo no ato da venda. O empresário Milton Simão, proprietário de uma revendedora de automóveis e com décadas de experiência no ramo, é um dos que ressaltam a importância do cuidado com a manutenção para amenizar os efeitos do uso constante dos carros.

“Manter a originalidade e a manutenção em ordem, seja na mecânica, lataria ou no interior com o acabamento interno e bancos limpos e sem rasgos e furos, são pontos que interferem diretamente no valor para uma futura revenda. Por isso, o que mais valoriza um carro hoje é a conservação. Depois são os acessórios que ele possui”, enfatiza Simão.

De toda a gama de acessórios existente no mercado, os “campeões” da preferência popular, e por isso igualmente valorizados na revenda, são o ar-condicionado e a direção hidráulica. “São itens que facilitam muito a comercialização”, frisa Simão. Ele também cita o trio elétrico - travas, vidros e retrovisores -, bancos de couro, faróis de milha e equipamentos de som convencionais como outros diferenciais importantes para agilizar as negociações.

Já as películas automotivas, os famosos insulfilmes, podem influenciar positiva ou negativamente. “Depende da intensidade das películas. Se elas estiverem dentro dos limites de transparência estabelecidos pela legislação, ajudam sim a valorizar o carro. Mas aquelas demasiadamente escuras não”, explica Simão.

O empresário acrescenta que os carros mais equipados sempre são mais valorizados quando comparados aos “pelados”. “A diferença é grande e pode chegar a 10% no preço final. Um usado de R$ 20 mil com ar-condicionado e direção hidráulica pode chegar a valer R$ 22 mil”, sustenta.

Mas faz ressalvas:

“É bom ressaltar que a valorização é sempre maior se esses itens instalados, excetuando o trio elétrico, forem originais, e não instalados posteriormente. Além disso, o dono do carro deve ter em mente que, mesmo após equipar o veículo com esses acessórios, o valor agregado não será recuperado totalmente em uma futura revenda.”

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