Auto Mercado

Perfil do dono ajuda a valorizar

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

“Valorizar também é saber fazer a escolha do carro de acordo com o perfil e personalidade do usuário”. Esse é o principal conselho do experiente vendedor de automóveis Oneir Aparecido Caçador, atuante há anos no ramo em Bauru, para quem não quer perder dinheiro no ato da venda de seu veículo.

Segundo Caçador, ao agir assim, normalmente, consegue-se negociar o carro para pessoas de mesmo perfil do vendedor. “Às vezes, um adulto vem olhar um modelo equipado com roda de liga leve, engate, insulfilme e DVD e não gosta justificando que é carro de boy. Entretanto, se vem o filho dessa pessoa e olha o mesmo veículo ele pode se identificar com o carro”, compara.

Para exemplificar seu raciocínio, o vendedor cita os carros com acessórios esportivos e “tunados”. “Quem compra um carro e o personaliza deve ter em mente que, posteriormente, terá de vender para uma pessoa do mesmo perfil dele. E também deve conscientizar-se que estará perdendo mercado, pois limitará o padrão de compradores”, adverte.

Já em relação aos modelos mais valorizados, Caçador salienta que os 1.0 bicombustíveis estão no topo do “ranking”. “O mercado hoje é comprador dos ‘mil flex’, apesar da existência de outras opções, como os 1.6, 1.8 e 2.0. Só que a valorização e a venda são muito mais rápidas em cima dos 1.0, mesmo com os seminovos. E, conseqüentemente, os de potência maior desvalorizam mais”, avalia o vendedor. “Normalmente, o cliente de veículos usados procura uma faixa de preço melhor aliando o consumo de combustível, e os “mil” são melhores nesses quesitos”, complementa o empresário Milton Simão.

Além disso, Caçador chama a atenção para detalhes que podem desvalorizar os automóveis. “Nunca compraria um carro de uma cor que não fosse comum à comunidade, como o prata, preto, branco e vermelho, que são cores universais. Não fugiria dessas quatro e dos derivados de cinza, como chumbo, pois são cores que todos os anos têm. Também nunca alteraria a estrutura física, como instalação de teto solar que não seja original de fábrica, nem faria conversões de combustíveis.”

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