Não dá para jogar o lixo para debaixo do tapete, pois ele está muito volumoso. E não estou falando do lixo concentrado pela inoperância da Emdurb, que há três semanas não faz seu dever, por uma administração ineficiente e por medidas que em nada agradam aqueles que acompanham de perto os atos da administração pública como um todo. Estou falando do lixo moral em que se encontra a cidade, como reflexo de 20 anos de um estilo administrativo municipal incompatível com a modernidade. Bauru de fato está muito atrás de cidades de seu porte e até mesmo menores. E o assunto, que a princípio pode soar como um desabafo ou simples crítica à atual administração, é muito mais sério do que se imagina, pois diz respeito à condição de vida dos bauruenses, das famílias bauruenses que se encontram a cada dia em situação mais crítica sob o ponto de vista econômico e, aí sim, refletindo em sua condição social.
Todos sabem que a margem oeste do Rio Tietê é mais pobre do que a margem leste. Mas Bauru até pouco tempo surgia nesse cenário como um caso isolado, já que sempre figurou entre as 20 cidades mais dinâmicas do Estado, perdendo para as cidades próximas a São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos e Sorocaba. Agora a coisa parece piorar e isso tem a ver com a administração municipal, sim. E é claro que não me refiro à atual, mas sim às últimas, iniciadas exatamente na primeira gestão do atual prefeito. Digamos que é o reflexo da era “Tuga”. Foi ele, depois seu sucessor que se reelegeu e foi preso, depois o vice do que foi preso e depois de reeleito (o então prefeito Nilson) em cadeia de continuísmo, e eis que Tuga surge com o mesmo discurso e, pior, dando continuidade àquele estilo nada a ver de governar.
Claro que a cidade está atenta e o inconformismo é geral. O que prometera nos palanques em nada está sendo cumprido. E quando o prefeito diz que não foi eleito para ser simpático, todos esperavam, ao menos, que seja eficiente. Mas não é nem uma coisa nem outra. Depois das ousadas críticas, faço a pergunta: você está sartisfeito com a situação de sua cidade? Ela está correspondendo às suas espectativas, mesmo depois de tanta promessa nas últimas eleições municipais? Pois bem. A resposta fica para cada um. E compete aos mais esclarecidos agir de forma eficaz nas próximas eleições, porque amargar esse estilo “Fidel” de governar é querer ver Bauru nas mesmas condições de Cuba (infelizmente e com todo respeito ao seu povo, que vive em em absoluta miséria). E há quem brinde: Viva Fidel! Viva José Dirceu! Viva Lula! E Viva Tuga!
O autor, Renato Cardoso, é publicitário e responsável pelo Vivendo Bauru - www.vivendobauru.com.br