Brasília - A Central Única dos Trabalhadores (CUT) anunciou que vai processar a deputada federal Zulaiê Cobra (PSDB-SP) por injúria, calúnia e difamação devido a declarações feitas por ela ao jornal Debate, que circula no município de Ourinhos (350 quilômetros da Capital paulista), no último dia 27 de janeiro.
Segundo edição do jornal de janeiro, a deputada pediu o fechamento da sede da CUT e chamou os sindicalistas de “assassinos”. “Estava vindo para cá e vi o escritório da CUT. Pelo amor de Deus, fecha esse troço. A CUT não presta para nada. É uma cambada de mentirosos, falsos, covardes, bandidos e assassinos”, teria dito Zulaiê ao jornal.
O presidente nacional da CUT, João Felício, afirmou que a deputada tucana agrediu “pessoas” e “não à entidade”, por isso vai processá-la. “Sempre fizemos críticas ao Fernando Henrique, ao Geraldo Alckmin, mas nunca chamamos ninguém de assassino”, disse Felício. Questionada hoje, Zulaiê não negou as declarações feitas ao jornal. Porém, colocou-as em outro contexto. “Eu afirmei que o pessoal da CUT é assassino porque eles tentam acabar com a honra alheia”, disse.
“Em 2002, fizeram campanha contra nós, dizendo que íamos acabar com a licença maternidade e com o resto dos direitos trabalhistas”, disse Zulaiê, referindo-se a tentativa frustrada de aprovação da flexibilização das leis trabalhistas, projeto que, à época, tinha apoio da bancada tucana.
Atualmente, a deputada tucana é processada por quebra de decoro parlamentar pelo Conselho da Ética da Câmara, a pedido do PT, por ter chamado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “bandidão”. Mesmo assim, ela não se sente pressionada. “Tenho imunidade parlamentar e o direito inviolável à palavra”, afirmou.