Divertidos e atrapalhados bonecos contracenam com atores no espetáculo infantil “Bonecos na Estrada”, que o grupo mineiro de teatro Armatrux apresenta hoje, às 16h, no Serviço Social do Comércio (Sesc). Amanhã, às 11h, os artistas animam crianças e adultos com o musical “Armatrux, a Banda”, também no Sesc.
No espetáculo desta tarde, sete atores manuseiam mais de 20 bonecos que dão vida a cinco personagens. “Num momento o personagem está representado por um boneco gigante, outras vezes por miniaturas. São diversas técnicas”, explica a atriz Tina Dias. Há menos de um ano em cartaz, a peça é uma segunda versão da apresentada em 97, encenada exclusivamente por atores. “Buscamos trabalhar com diferentes linguagens, por isso fizemos uma adaptação da peça mesclando atores e bonecos”.
Na história, três trupes de artistas se encontram e decidem viajar. O caminho extrapola os limites terrestres e os personagens passam pela Lua até chegarem ao circo, seu destino final. “De forma lúdica e alegre, apresentamos um espetáculo cheio de magia e qualidade técnica”, ressalta Tina. Pela primeira vez em Bauru, o grupo já mostrou seu trabalho em diversos estados do Brasil e também em países da América Latina.
O virtual no teatro
Amanhã, cinco músicos um tanto diferentes saem do mundo virtual dos computadores e baixam no Sesc, no musical “Armatrux, a Banda”. O espetáculo une o teatro à música, graças às parcerias firmadas com os músicos John (Pato Fu) e Bob Faria e o artista gráfico Conrado Almada. “Queríamos uma linguagem que se aproximasse do desenho animado e conseguimos. Os bonecos têm muita expressão”, coloca Tina.
Nos 50 minutos de apresentação, o DJ Montanha é o único terráqueo entre os bonecos. É ele quem baixa do seu computador os cinco seres virtuais, cada um de um mundo diferente. “É um texto bastante atual, em que a tecnologia está muito presente nas nossas vidas”, diz a atriz. No repertório, músicas que fizeram história nas vozes de Sidney Magal e Raul Seixas, além de composições inéditas, narram a vida dos personagens. “São músicas de qualidade, o que é difícil no universo infantil”, aponta.
Logo após o espetáculo, o grupo ministrará uma oficina de confecção de bonecos para crianças acima de 7 anos. Acostumados a produzir suas próprias marionetes com madeira, isopor e massa, o curso oferecido será um pouco mais simples. “Como será uma oficina rápida, de 50 minutos, vamos ensinar os mais novos a fazer bonecos utilizando caixas de leite”. O curso tem entrada franca e vagas limitadas.
• Serviço
Teatro infantil “Andarilhos do Repente” hoje, às 16h, no ginásio de eventos. Amanhã, às 11h, musical infantil “Armatrux, a Banda”, também no ginásio de eventos. Ingressos para cada apresentação R$ 3,00 e R$ 1,50 (estudantes com comprovante e maiores de 60 anos). Matriculados e crianças menores de 3 anos, grátis (retirar convites na Central de Atendimento). Mais informações: (14) 3235-1751.
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Era uma vez...
Há 16 anos, a Escola Centro Artístico Tangram de Belo Horizonte decidiu convidar alguns alunos para formar um grupo profissional de teatro. Anderson e Glaura Lucas, os diretores do grupo, resolveram convidar Paulinho Polika para dirigir o primeiro espetáculo. A intenção era integrar diversas linguagens em um teatro de formas e movimentos. Assim surgia o Armatrux. O objetivo era investigar diferentes linguagens teatrais a fim de enriquecer os espetáculos com profissionais de diferentes áreas. Nesse sentido, os integrantes foram buscar no teatro de rua, no circo-teatro, nos bonecos e nos palhaços elementos e técnicas para contagiar o público com beleza e alegria.
Desde então, o grupo tem dado continuidade ao trabalho de pesquisa de linguagens cênicas. Reconhecido por seus espetáculos, que integram técnicas circenses, mímica, capoeira e teatro de bonecos, o “Armatrux” realizou diversas montagens que movimentaram os palcos e as ruas, além de participar de festivais de teatro em todo o País.
Da Redação