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Emprego na indústria bate recorde

Por Ana Paula Ribeiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O emprego no setor industrial apresentou crescimento recorde em 2005, de 4,18%, contra 3,49% em 2004. O índice foi divulgado ontem no boletim Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O documento destaca que o crescimento no emprego no ano passado se deu com mais força no primeiro semestre. “O fato de o número de empregados da indústria ter se expandido significativamente entre 2004 e o início de 2005 fez com que os indicadores de emprego no ano passado, especialmente no primeiro semestre, apresentassem crescimento extraordinário”, diz o boletim. Apesar do crescimento recorde do emprego em 2005, a CNI ressaltou a acomodação nos últimos meses do ano. “Reflexo do fraco dinamismo da atividade econômica”, destaca o boletim. Em dezembro, o emprego industrial ficou estável na comparação com novembro.

No caso da massa salarial, o aumento foi de 8,1% em 2005, contra 9,02% em 2004, e de 0,59% em dezembro. O crescimento no mercado de trabalho não se reflete no faturamento das indústrias. No ano passado, o crescimento das vendas foi de apenas 2,03%. Mais uma vez a CNI aponta a responsabilidade pelo baixo crescimento nos juros altos e na valorização do real frente ao dólar, informa o boletim. “Afora os juros altos, existe outro fator que limitou a expansão do faturamento real em 2005: a valorização do real, o aumento do poder de compra do real frente ao dólar reduz o faturamento das firmas exportadoras, que recebem em dólar.”

O índice de utilização da capacidade instalada chegou em dezembro a 80,7%, contra 82,9% de dezembro de 2004 (dados dessazonalizados). No índice original, o indicador caiu de 81,6% em dezembro de 2004 para 79,8% em dezembro do ano passado.

Exportações

As vendas na indústria tiveram em 2005 um crescimento abaixo do esperado. O faturamento das empresas cresceu apenas 2,03%, contra 15,11% no ano anterior, de acordo com o boletim “Indicadores Econômicos”, divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A queda foi conseqüência das altas taxas de juros e da valorização do real frente ao dólar. “Essa valorização tira a competitividade dos produtos brasileiros”, disse Renato da Fonseca, da Unidade de Política Econômica. Ele apontou ainda para um outro fator, que é a desaceleração das vendas externas das indústrias de transformação. Isso porque o dólar fraco reduz o faturamento em reais das empresas exportadoras.

Em 2005, o real teve uma valorização de 16,8% frente ao dólar. Em dezembro, as vendas da indústria tiveram uma queda de 2,38% na comparação com novembro (dado dessazonalizado) e uma alta de 0,9% na comparação com dezembro de 2004. Já o índice de utilização da capacidade instalada chegou em dezembro a 80,7%, contra 82,9% de dezembro de 2004 (dados dessazonalizados).

No índice original, o indicador caiu de 81,6% em dezembro de 2004 para 79,8% em dezembro do ano passado. De acordo com Fonseca, essa redução mostra que houve maturação de investimentos. Para o primeiro trimestre de 2006, ele prevê que esse indicador ficará estável.

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