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Moção pede central para a Defesa Civil

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Uma antiga reivindicação de Álvaro José de Brito, coordenador da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil em Bauru, encontrou guarida no vereador Primo Mangialardo (PV): o edil protocolou na Câmara moção de apelo ao prefeito Tuga Angerami (PDT) para que implante na cidade uma Central Integrada de Emergência, órgão que, além da Defesa Civil, reuniria, em um único plantão, todos os atendimentos após o encerramento do expediente na prefeitura, funcionando, inclusive, à noite e aos sábados, domingos e feriados.

Faz parte do projeto da Central Integrada de Emergência, a ativação dos telefones 199 para falar gratuitamente com a Defesa Civil 24 horas por dia, semelhante ao 190 para comunicar-se com a Polícia Militar, e o 156 para contatar a prefeitura e pedir desde informações gerais até orientações (veja quadro). Brito, há 13 anos atuando na Defesa Civil em Bauru, calcula que a estrutura, que também inclui telefonista 24 horas para receber as ligações dos serviços 199 e 195 e aquisição de alguns equipamentos, custaria cerca de R$ 30 mil para ser implantado.

Ele argumenta que o custo operacional da Central Integrada de Emergência seria muito baixo uma vez que poderia funcionar com mão-de-obra e equipamentos, como máquinas, que a prefeitura já dispõe. “As máquinas que precisamos para a central, por exemplo, podem ser as usadas pelas secretarias de Obras, Meio Ambiente e DAE (Departamento de Água e Esgoto) e que ficam ociosas à noite. As secretarias, em sistema de rodízio, também podem fornecer atendente para os telefones 199 e 156 e motorista”, frisa.

Primo concorda. “Temos que atuar na prevenção e não esperar uma calamidade ocorrer para depois correr atrás. A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, já teve 13 mortes por causa das enchentes neste ano. Não podemos esperar uma tragédia desta acontecer. A Central Integrada de Emergência pode ajudar e muito. Numa tragédia, questões de minutos podem fazer diferença no salvamento de vidas”, defende.

Brito ressalta que, além da época de chuvas – que vai de novembro a março - , Bauru reúne outras situações que, na opinião dele, requerem a Central Integrada de Emergência. “Temos uma malha ferroviária que corta mais de 80 ruas de Bauru e por onde passam milhares de litros de combustível todos os dias; rodovias que cortam Bauru por onde transitam diariamente cargas com produtos perigosos; tanques para armazenamento de uma grande quantidade de combustível na avenida Rodrigues Alves; períodos de estiagem que favorecem fogo em mato, a segurança de edifícios”, enumera.

O vereador e seu assessor, Pelegrino Bacci Neto, ressaltam que, além de ampliar a estrutura da Defesa Civil, a central representaria um ganho de qualidade nas ações de socorro público. “Atualmente, se um cidadão tem uma reclamação de som alto à noite, por exemplo, não sabe para onde ligar naquele momento para pedir a fiscalização”, comenta Primo. Ele ressalta que várias cidades do Estado de São Paulo, como Rio Claro, São Carlos e Cubatão, já implantaram a Central Integrada de Emergência.

Pela proposta, a Central Integrada de Emergência precisaria de quatro cômodos, que poderia ser em uma das administrações regionais. Atualmente, a Defesa Civil funciona em uma sala do 3.º andar do Palácio das Cerejeiras. Brito dispõe de um telefone celular, um rádio que capta a freqüência do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, e uma viatura com motorista.

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Em parte

A moção de apelo para a implantação da Central Integrada de Emergência ainda não chegou à prefeitura. Mas questionado sobre a proposta, o chefe de Gabinete do prefeito Tuga Angerami, Paulo Canalli, adianta que a linha da atual administrativa é priorizar gastos. “É claro que o prefeito é sensível à proposta, claro que é uma coisa importante. Mas o momento é de priorizar gastos. E já está sendo preparado um local, no prédio do Corpo de Bombeiros, para a Defesa Civil, que terá um computador para checar a previsão do tempo”, explica.

Canalli ressalta que a Defesa Civil tem à disposição equipamentos da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), mas por enquanto descarta a possibilidade de ficarem em uma central no período noturno. Ele avalia que, no espaço que está sendo montado para a Defesa Civil, poderá ser ativado os telefones 199 e 156.

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