Economia & Negócios

INSS de Bauru dispensará 12 peritos

Lucien Luiz
| Tempo de leitura: 2 min

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Bauru vai dispensar 12 médicos peritos credenciados (não efetivos) no próximo dia 18, conforme já estava previsto pelo Ministério da Previdência Social. Um concurso público será realizado em todo o Brasil para a contratação de novos profissionais.

Até junho, a agência vai receber 15 médicos para suprir os postos vagos. Por ora, os que forem dispensados serão substituídos por outros cinco, os quais terão expediente de 8 horas por dia, o dobro da atual carga horária. O objetivo é não prejudicar o atendimento aos pacientes e evitar a formação de filas.

Porém, a tentativa pode não ser suficiente para atender a toda a demanda, já que mesmo ampliando o horário, serão oito horas a menos de expediente.

De acordo com a chefe do serviço de benefício no INSS em Bauru, Fátima Tavares, os médicos peritos credenciados chegam a atender até 12 pacientes por dia, embora a demanda seja direcionada primeiramente aos efetivos.

“Essa mudança não acarretará prejuízo aos segurados porque a consulta médica é agendada e todos continuarão a ser atendidos no horário certo, já que a carga horária dos cinco novos médicos foi ampliada”, comenta Tavares.

Reposição no País

Em todo o Brasil, 2.490 médicos serão dispensados e haverá reposição de 1.500. Para o presidente da Associação dos Médicos Peritos Credenciados do INSS (AMPCI), Eduardo Henrique Rodrigues de Almeida, mesmo o número de novos profissionais sendo menor que a demanda atual, não haverá defasagem no atendimento, já que as perícias diminuíram consideravelmente neste ano em relação a 2005.

“Vamos ter que fazer um esforço extra para conseguir manter o atendimento ideal. A demanda, no entanto, caiu de um milhão no ano passado, para 500 mil neste. Antes, uma pessoa chegava a fazer sozinha, 25 perícias ao longo de um ano. Isso sobrecarregava tremendamente a agenda. Essa situação terminou porque mudamos a nossa metodologia”, argumenta.

O diretor do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo em Bauru (Sinergia) e membro do Conselho Municipal de Saúde, Marcos Rodrigues Alves, mostra indignação com a medida. Para ele, a mudança acarretará problemas em toda a rede de saúde do município.

“Se vai diminuir o quadro de funcionários, mesmo que por quatro meses, não será só o SUS (Sistema Único de Saúde) que será prejudicado, vamos ter problemas também na saúde municipal. O médico do SUS não trabalha só para peritagem, ele atende também os pacientes que estão internados. É uma irresponsabilidade governamental”, critica Alves.

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