Para sorte de Bauru, os 143 milímetros de chuva acumulados entre o sábado e madrugada de ontem foram bem distribuídos. “Se toda chuva tivesse caído de uma vez, com certeza faria muito estrago”, avalia Álvaro de Brito, coordenador da Defesa Civil em Bauru, lembrando que neste ano a cidade não teve registro de desabrigados e morte por causa das chuvas. Mas, mesmo assim, danificou as ruas de terra - muitas estão intransitáveis - e abriu mais buracos nas vias pavimentadas.
Uma delas é a alameda Copérnico, no Parque Roosevelt. “Por aqui passam ônibus de três linhas, mas por causa dos buracos eles desviaram e não entram mais no bairro”, conta o autônomo Giovane Eduardo Lopes, que mora na quadra 12 e está enfrentando dificuldades para sair de casa.
Ele deixou o carro na casa de parentes, no Jardim Petrópolis, porque não consegue transitar na rua em que mora. A perua escolar e o caminhão de coleta de lixo também não estão passando pela via por causa da lama e buracos. “Asfaltar a gente sabe que a prefeitura não vai mesmo. Então o que pedimos é que passem a máquina”, cobra.
Do outro lado da cidade, no Jardim Tangarás, outro bairro com ruas intransitáveis, o funileiro André Esteves Miranda também reclama. “Para tirar o carro da garagem tenho que fazer várias manobras. E além disso, essa rua não tem luz. Tem poste, mas não tem lâmpada”, aponta.
Por causa da situação precária das ruas, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) informou que foram alterados temporariamente os itinerários de ônibus circular no Parque Júlio Nóbrega (desvio pela rua Jorge Schneyder); Jardim Ferraz (desvio pela Nicolau Delgalo quadra 4 e 5, trafegando em frente ao Melo Moraes na rua Moisés Fidelis); Bosque da Saúde (trafegando apenas pela rua de asfalto); Jardim Andorfato (não passa nas ruas de terra); Núcleo Joaquim Guilherme (só passa no asfalto); Jardim Tangarás (não passa na rua Pedro Chaves); Parque Santa Edwirges (desvio na Alameda Nadir); Parque Jaraguá e Parque Roosevelt (não trafega pela alameda Copérnico).
Apesar das condições precárias das ruas, a Secretaria das Administrações Regionais (Sear) vai esperar estiagem para começar a terraplanagem. Nélson Fio, titular da pasta, argumenta que todo o serviço poderá ser perdido se chover logo em seguida. “Sabemos que várias ruas estão intransitáveis, mas temos de esperar a estiagem para não perder tudo. Enquanto isso, estamos retirando areia e entulho acumulados em alguns locais como na Vila Ipiranga, perto do núcleo de saúde”, comenta.