Regional

Zona rural é alvo de furtos e roubos

Da Redação
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Morar na zona rural já foi sinônimo de tranqüilidade. Até pouco tempo, a violência estava restrita as áreas urbanas, mas os marginais perceberam que há facilidades e resolveram investir. A distância dos centros maiores e a falta de mobilidade das polícias são alguns dos itens que favorecem os ladrões. A Polícia Civil diz que está investigando e promete esclarecer os crimes.

O proprietário da fazenda Jamaica, município de Lucianópolis, José Aurélio Sgavioli, teve um prejuízo de R$ 94 mil, há 15 dias. “Os ladrões entraram à noite e levaram do depósito 1.200 litros de fungicida.”

Na opinião do fazendeiro, a quadrilha é especializada. “Eles levaram só o fungicida. No mesmo local havia outros produtos agropecuários e eles não mexeram. Na propriedade moram três famílias e isso não intimidou os ladrões.”

Ele acha que a demora nas investigações coopera com a impunidade. “A delegacia chamou os funcionários da fazenda que já apresentaram a versão deles, mas até agora não vi nenhum retorno concreto. A verdade é que falta segurança na zona rural.”

A mesma falta de segurança afeta outras pessoas que moram fora das cidades. É o caso de moradores de chácaras, sítios e fazendas, próximo ao distrito de Tibiriçá. O problema já persiste há alguns meses e graças a burocracia o posto policial do distrito, continua sem um policial morador.

De acordo com o subprefeito do distrito, Edson Cavalieri, a base da PM terá que passar por adequações para servir de residência para o policial que já foi escolhido. “É preciso fazer uma ressalva. O posto é da base Noroeste e vai atender o distrito. Os furtos e roubos ficam na base Leste que tem sede no núcleo Mary Dota, a divisão é a rodovia Marechal Rondon.”

Para efetivar a moradia do PM, segundo o comandante da 3a Companhia, capitão Flávio Jun Kitazume, falta assinar o convênio. “É preciso fazer um convênio entre o Estado e o município. Pretendemos instalar uma base comunitária de segurança distrital.”

Falta prevenção

O policiamento preventivo na área rural pelo menos duas vezes por semana seria o ideal, na opinião de Camila Cavalieri. “A casa de meu pai foi furtada, levaram muitas coisas e por sorte, desta vez, a polícia atendeu ao nosso chamado.”

A impressão que ela tem é que o ladrão está mais perto do que parece. “Nossa família estava trabalhando na quermesse no sábado e no domingo. O ladrão sabia que podia fazer a ‘limpeza’ que não seria observado.”

Ela acha que os ladrões queriam o dinheiro que o pai tinha para comprar um caminhão. “O dinheiro já foi dado em um lance no consórcio. Mesmo assim, eles levaram R$ 3 mil, jóias, eletroeletrônicos, mantimentos, mais de R$ 1 mil em produtos de beleza que eu revendo.”

Vamos esclarecer

O número exato de furtos e roubos na zona rural não é preciso, mesmo porque os registros da Delegacia Seccional englobam a área urbana e rural. Sabe-se que no ano de 2005, até o mês de novembro, o furto de máquinas e insumos agrícolas totalizou 13 em Bauru e sub-região.

O delegado Seccional de Bauru, Donisete José Pinezi diz que todos os casos de furtos e roubos em propriedades rurais estão sendo investigados. “Em toda a sub-região estão ocorrendo e a polícia está apostando na investigação.” Na opinião dele, os furtos estão sendo efetuados por quadrilhas especializadas. “Eles têm para quem vender. Por isso, acredito que há receptadores nessa região. É uma quadrilha.”

Fatos como os ocorridos em Reginópolis, por exemplo, comprovam as suspeitas do Seccional. Em um roubo ocorrido na fazenda Imu, do grupo Citrovita, no início deste ano, o modo de operar dos ladrões se repetiu em outro roubo em Santa Maria da Serra, em outra propriedade do mesmo grupo.

De acordo com informações do escrivão Arnaldo Benedito Martins, seis homens armados e encapuzados renderam o vigia e o obrigaram a desarmar o alarme. “Eles retiraram apenas os insumos agrícolas mais caros. No depósito haviam outros produtos que eles descartaram.”

Dias depois, um dos assaltantes foi preso. “Ele foi reconhecido pelo vigia porque apresentava um defeito típico na perna. Até hoje ele está preso, mas não falou nada sobre a ação.”

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Agilidade

O 2o Batalhão de Policiamento Rodoviário, através do setor de Relações Públicas, tenente Fernando Xavier Pinto, confirma o patrulhamento preventivo em toda a área de sua jurisdição. “Patrulhamos os trechos críticos de acidentes e as áreas de maior índice de criminalidade.”

Ele pede para que as vítimas avisem de imediato o policiamento no caso de furto e roubo. “Elas podem ligar para a sede do batalhão, (14) 3203-1311 ou para a base mais próxima do local do crime.”

O aviso rápido pode ser a solução. “Nós estamos com viaturas, com a equipe do Tático Ostensivo Rodoviário e com motos na pista. A vítima comunica o crime e passa as características dos bens subtraídos e os policiais podem barrar os veículos e fazer a verificação.”

O comandante da 4a Cia da PM responsável pela área da fazenda Barra-Grande, capitão Valter Luis Sales Gonçalves, diz que tem registrado apenas um caso, em dezembro do ano passado. “Precisamos que as vítimas registrem os fatos.”

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