Nacional

Documentário inglês discute as preferências masculinas

Por Xico Sá | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

O inglês Tony, o homem que amava as boterinhas, está desesperado. Sua noiva Ana, americana de Boston, perdeu 50 quilos. Agora está com “apenas” 205. Estão às vésperas do casamento. Ela também entra em pânico. “Será que ele ainda me quer?”, perturba-se. Ana fez a cirurgia de redução de estômago por recomendação médica. Tony teme que ela não esteja mais com aquele latifúndio dorsal que tanto o encantou, que esteja “magra demais”, entende?

Esse é o mundo macho de verdade do documentário “Eles Preferem as Gordinhas”, feito na Inglaterra, que o GNT exibe hoje, às 21h. E não estamos falando de cheinhas, rechonchudinhas, essas graças da existência dos nossos corações renascentistas. As boterinhas no caso têm de 130 kg para cima. Menos não vale para estes homens. “Gosto de mulher como ônibus”, diz um deles, numa delicada metáfora com testosterona e vários eixos.

A história dessas moças de vida farta mudou depois da Internet, dos seus chats e de suas comunidades, como narra o programa. Elas teclam eufóricas com seus dedinhos fofos, esmalte rosa, e encontram mancebos que caem aos seus pés, babam, imploram, amém. Só na hora de vestir uma roupa bacana é que elas reclamam, claro. O mundo fashion está longe de alcançar o manequim 78, poxa!

Outro tabu: muitos homens amam as afilhadas de Botero (pintor colombiano que sempre pintou gordas) só na alcova, mas não querem desfilar por ai, de mãos dadas, sabe? Não é o caso de Tony, rapaz dos seus 30 anos, um moço bonito, magro, tatuado, inglês nada cool, do time dos passionais MCs. Afinal, como canta o rei Roberto, “coisa bonita, coisa gostosa/ quem foi que disse que tem que ser magra para ser formosa”. Será que ele, Tony, casou com a aflita noiva “magra” de Boston? Suspense, suspense na balança.

Comentários

Comentários