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Morre mais uma vítima da marquise da UEL

Folhapress
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Ribeirão Preto - A aluna da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto Amanda Lucas Gimeno, 22 anos, morreu no final da tarde de ontem em Londrina (PR). Gimeno, que teve a morte encefálica decretada às 16h30, é a segunda vítima fatal do desabamento da marquise do anfiteatro da Universidade Estadual de Londrina (UEL), ocorrido no último domingo, durante um congresso de zoologia.

Desde o acidente, ela estava internada na UTI do Hospital Universitário da universidade. O acidente matou na hora o também estudante da USP de Ribeirão João César Eugênio de Boscoli Rios, 21 anos. Entre as 18 pessoas atingidas pela queda da marquise, sete eram alunos de Ribeirão. No momento do acidente, faziam fila para confirmar a inscrição no congresso.

Gimeno sofreu traumatismo craniano e estava respirando por aparelhos. Ela havia concluído no final do ano passado o curso de biologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e continuava ligada à universidade, realizando estágios. A família dela mora em Campinas. O corpo de Gimeno será trasladado para Itirapina, na região de São Carlos, onde ocorrerá o enterro.

O traslado será acompanhado pelo pai da jovem e por um professor da USP que foi ao congresso e, após o acidente, ficou no Paraná com os alunos internados. O enterro está marcado para as 17h30 de hoje.

Na madrugada de ontem, foi transferida de Londrina para o HC de Ribeirão Carla Poleselli Bruniera, 19 anos, outra aluna ferida na queda da marquise. A família dela mora em Ribeirão. Bruniera sofreu fratura no pé esquerdo. Segundo o médico ortopedista Cléber Paccola, responsável pelo atendimento dela no HC, a estudante sofreu um esmagamento grave e em Londrina passou por cirurgia para sutura e recuperação de tecidos.

O caso de Carolina Kentondini Laurini, 20 anos, que fraturou a bacia e foi transferida anteontem para Ribeirão, é mais grave, segundo os médicos. Dois dos dedos dos pés feridos da estudante estão com problemas de circulação sangüínea. Se não houver melhora nos próximos dois dias, a amputação é uma das possibilidades cogitadas.

Dois alunos que já tiveram parte da perna amputada continuam internados no Paraná. Claire Clara Borges Jézequel já está no quarto e João Paulo Basso Alves, que sofreu politraumatismo, passou anteontem por nova cirurgia, mas se recupera bem.

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