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Escola em tempo integral ‘tropeça’ para se adaptar

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Só se passaram cinco dias do início do ano letivo nas escolas estaduais e as que atendem em período integral já são alvo de críticas. Insatisfeitos com o novo horário, pais reclamam da qualidade da merenda, da higiene nos banheiros e da ausência de atividades à tarde. Um grupo ouvido pelo JC não está disposto a conceder ao Estado tempo para adaptação à novidade.

“Já que quiseram a mudança, tem que seguir a regra desde o começo”, diz Márcia Ramos Silva, mãe de um aluno matriculado na escola estadual Edson Bastos Gasparini, uma das duas que funcionam da 7h às 16h. Na opinião dela, os banheiros não são mantidos com a higiene adequada, não dispõem de papel higiênico ou lixeira.

Márcia também demonstra preocupação com o laboratório de informática, que não teria computadores suficientes para atender os alunos. Compartilha da mesma opinião Ana Lúcia Gontijo, mãe de dois outros estudantes. Para ela, a sala sempre foi restrita aos alunos, condição que deve continuar. O dirigente regional de ensino em exercício, Paulo Maximino, não duvida que o problema exista em algumas escolas.

Reitera, no entanto, que a sala será usada a partir deste ano. Ele não descarta a possibilidade de, mais para frente, outras máquinas serem enviadas pelo Estado. Enquanto isso, as salas com 40 alunos, serão divididas em duas.

Quando as aulas estiverem marcadas, 20 alunos terão acesso aos computadores e os outros 20 serão encaminhados a outras atividades, informa a vice-diretora da escola do Gasparini, Maria Cláudia Gomes Abreu Cazzoni. “Espero por parte da comunidade e dos pais um pouco de paciência. É novidade para todo mundo”, diz. Ela também espera que recursos sejam destinados para a implementação de várias melhorias, como a reforma dos banheiros e do refeitório.

Quando o assunto é alimentação, no entanto, não são as poucas mesas disponíveis aos 319 alunos que preocupam parte dos pais, mas a qualidade do almoço oferecido. “Ontem serviram arroz puro com pequeno pedaço de carne”, diz Márcia. Por causa do problema, Ana Lúcia tem levado lanche às filhas. O oferecido duas vezes ao dia pela escola é fornecido pelo governo do Estado. No entanto, o almoço é de responsabilidade do município.

Por meio de convênio, a prefeitura fornece os gêneros alimentícios e as duas merendeiras. “Vamos contratar funcionários com recursos da Associação de Pais e Mestres (APM)”, conclui Maximino.

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