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Último ano do pré pode virar o primeiro do ensino fundamental

Érika Pelegrino
| Tempo de leitura: 1 min

Para a diretora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Márcia Zwicker Di Flora, uma possibilidade de implantação rápida do ensino fundamental de nove anos em Bauru é transformar o pré 3 da educação infantil em primeiro ano.

Hoje o município atende 4.170 crianças de 6 anos na educação infantil. São 139 salas pré 3, com 30 alunos cada. De acordo com Di Flora, esta é uma estrutura que compreende espaço físico, recursos humanos e projeto pedagógico enfocados no aluno de seis anos. A mudança consistiria basicamente na nomenclatura: o pré 3 passaria a se chamar primeiro ano.

“A adequação à nova lei seria mais rápida. No entanto ficamos com a dúvida sobre como seria a transição desta criança para a outra escola. Ela iria para a 1.ª série, para a 2.ª série? Estas são questões que precisamos discutir”, afirma.

Independentemente de o aluno ser atendido na educação infantil ou no ensino fundamental, do Estado ou do Município, Di Flora afirma que o principal ponto e maior desafio é a elaboração de um projeto pedagógico que garanta o desenvolvimento integral da criança de 6 anos.

“Nossa preocupação é garantir que este aluno seja atendido nos aspectos motor, cognitivo, social, integralmente, para que não sejam queimadas etapas do desenvolvimento que resultem em prejuízos futuros de aprendizagem”, explica.

Para a diretora pedagógica Erika Martins de Carvalho, as escolas particulares não terão problemas com a implantação do ensino fundamental de nove anos. Na sua escola, por exemplo, as crianças de 6 anos já eram atendidas com enfoque para alfabetização. Com conteúdo pedagógico, professores, espaço físico enfocados na criança de 6 anos, a mudança de nomenclatura do pré para 1.º ano resolveu o problema.

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