Quem viaja de Bauru para São Paulo encontra pela frente uma “avenida”. São 343 quilômetros que separam as duas cidades. A facilidade de acesso entre elas torna a viagem “curta”. Ou seja, em três horas e meia é possível sair de uma e chegar na outra se o veículo seguir numa velocidade média de 100 km/h.
Embora a rodovia Marechal Rondon e a rodovia Castelo Branco, que formam a “avenida” entre Bauru e São Paulo, representem duas grandes obras da engenharia rodoviária, ambas escondem armadilhas que podem ser fatais.
No trecho entre Bauru e Botucatu, pelo menos 14 mortes poderiam ter sido evitadas desde 2002 com a simples instalação de defensas metálicas (proteção) em alguns trechos críticos. O que mais chama a atenção nesse trecho é a falta de uma proteção mais consistente nos viadutos e à beira de barrancos, suficientemente altos para causar uma tragédia caso algum veículo saia da pista.
Existem também pontos onde a água da chuva não tem por onde escoar. As poças começam a se formar no acostamento e acabam por invadir a pista, quando o volume de água é grande. Neste caso, o risco de uma aquaplanagem (derrapagem em pista molhada) é alto.
Desmoronamento de terra, curvas acentuadas e lama na pista são outras armadilhas que a Rondon esconde entre Bauru e Botucatu.
Quando o motorista passa pela rodovia João Hipólito Martins, mais conhecida como Castelinho, e chega na rodovia Castelo Branco, a atenção precisa ser redobrada entre os quilômetros 206 e 207. Só neste pedaço morreram sete pessoas este ano.
Trata-se do único “gargalo” que existe na rodovia em seus 315 quilômetros de extensão. A pista é toda duplicada, mas quando chega na serrinha de Botucatu, entre Itatinga e Pardinho, ela se transforma em uma só e o trânsito é todo canalizado para um viaduto com menos de um quilômetro de extensão.
O fluxo intenso de veículos nesse ponto estreito da rodovia, o descuido de alguns motoristas ou mesmo a fatalidade tem concorrido para transformar este trecho no mais perigoso da Castelo.