Botucatu - Desde o começo do ano, sete pessoas morreram entre os quilômetros 206 e 207 da rodovia Castelo Branco (SP-280), entre as cidades de Itatinga e Pardinho. O trecho é conhecido como a “serrinha de Botucatu”. É o único pedaço da rodovia onde a pista é simples. Talvez, por isso, vem registrando tantos acidentes ultimamente. O último ocorreu há uma semana, com três pessoas feridas.
O trecho é administrado pela SPVias. Diante do perigo que representa a serra, a concessionária diz ter solicitado da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) a construção de uma segunda ponte para dividir as pistas e, com isso, reduzir o risco de colisões.
A solicitação foi feita há pelo menos seis meses e até o momento nenhuma resposta foi dada à SPVias. Enquanto a resposta não vem, os acidentes se sucedem e pessoas vão se ferindo e também morrendo naquele trecho.
Desde o começo do ano, foram dez acidentes. Cinco deles com vítimas. Uma pessoa morreu em janeiro e outras seis em fevereiro, totalizando sete mortes em menos de dois meses.
Só nos cinco primeiros dias deste mês, quatro pessoas perderam a vida em acidentes entre os quilômetros 206 e 207 da Castelo Branco. No dia 2, uma colisão entre um ônibus e uma viatura da Polícia Militar de Botucatu deixou uma pessoa morta.
Três dias depois, o choque entre um Santana e um Meriva fez mais três vítimas. O último acidente grave ocorreu há uma semana. Dois caminhões bateram de frente durante a madrugada e três pessoas ficaram feridas. Um dos caminhões estava carregado de leite. O motorista teria dormido ao volante e invadiu a pista contrária. No sentido oposto vinha um outro caminhão, carregado com eletrodomésticos.
O trânsito na rodovia ficou interrompido por toda a madrugada, o que gerou um congestionamento de, aproximadamente, oito quilômetros.