No contrato de privatização, formalizado entre o governo do Estado e a SPVias, não foi prevista a construção da segunda ponte sobre a serra de Botucatu. Passaram-se mais de cinco anos da assinatura do contrato e nenhuma das duas partes se preocupou em oferecer maior segurança aos motoristas que passam por aquele trecho da rodovia Castelo Branco.
A primeira e única proposta de melhoria surgiu apenas no ano passado, por iniciativa da SPVias. Como a obra não está prevista no contrato de concessão, é preciso que o Estado autorize sua realização. Afinal de contas, de uma forma ou de outra o dinheiro para a construção de uma segunda pista sobre a serra de Botucatu sairá dos cofres do Estado.
“Apresentamos o projeto de duplicação do viaduto (ao governo) e estamos aguardando uma resposta”, disse Carlos Eduardo Prado, da assessoria da SPVias. “Só o Estado poderá dizer se vai fazer e quem vai fazer (a duplicação).”
Segundo Prado, o trecho da serra de Botucatu é o único “gargalo” de toda a rodovia. Ou seja, é o único lugar onde ocorre o afunilamento das pistas e o trânsito fica concentrado em apenas um viaduto.
“Por mais que a empresa invista em segurança, é difícil evitar acidentes nesse trecho”, alega. O trecho sob concessão da SPVias vai do quilômetro 129 (em Tatuí) ao quilômetro 315 (em Espírito Santo do Turvo).
Segundo levantamento da concessionária, passam sobre o viaduto uma média de 12 mil veículos todos os dias, nos dois sentidos.
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Viaduto
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) confirmou o pedido da SPVias para incluir no contrato de concessão a duplicação do viaduto.
O pedido, segundo a assessoria da Artesp, está sendo analisado e não existe prazo para uma definição. Segundo explicou a agência, para incluir no contrato uma obra que não estava prevista é preciso suspender alguma que esteja em andamento ou pronta para começar.
Ainda não está definido se será construído uma segunda ponte ou algum outro dispositivo para reforçar a segurança dos motoristas que trafegam pelo viaduto. Segundo a assessoria, só existe uma certeza: “Alguma coisa será feita”.
Neste caso, a concessionária deixará de investir em alguma obra que estava prevista em contrato para aplicar o dinheiro no viaduto.