Jundiaí - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou ontem três frases que pretende usar em uma eventual campanha presidencial, todas em referência a um apelido que recebeu do colunista da "Folha de S.Paulo" José Simão, que o chama de “picolé de chuchu”: “Meu mote vai ser: “o Brasil vai crescer pra chuchu’, “Nós vamos ter emprego para chuchu’ e “Vai ser um governo que é um chuchuzinho’”.
Ele disse estar “convicto” de que será o escolhido do PSDB para disputar a Presidência e declarou que “talvez não haja necessidade de prévia” entre os tucanos. “Eu estou confiante de que devo ser o escolhido. Estou convicto disso. Médico tem olho clínico”, disse Alckmin, que é médico. Ele disputa com o prefeito de São Paulo, José Serra, a indicação de candidato do PSDB.
Ele negou que tenha um “plano B”, caso perca a disputa interna. Esse plano seria a disputa pelo Senado ou por uma vaga na Câmara. “Só tenho o plano A”, afirmou. Em seguida, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Eu confio na mudança. Quatro anos para o PT e para o presidente Lula já foi demais”.
O governador afirmou não temer ser enquadrado pela cúpula tucana para desistir da candidatura: “Estou superzen. Nunca estive tão bem, tão tranqüilo. Estou tranqüilo para qualquer decisão e convicto de que a decisão do partido vai ser o Geraldo Alckmin”.
Em clima de campanha, Alckmin inaugurou obras rodoviárias em Cabreúva (SP) e veículos para o programa de bacias hidrográficas em Jundiaí (SP). O governador recebeu o título de cidadão de Jundiaí e ouviu do prefeito da cidade, Ary Fossen (PSDB), em cima de um palanque em evento que reuniu cerca de 350 pessoas, que o povo “o fará presidente”.
Após receber o título, Alckmin disse que “o povo é mais sábio do que as elites”.