Tribuna do Leitor

Made in Brazil


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Observar as grandes nações. Essa observação pode ser positiva se feita cuidadosamente. Não é de hoje que o Brasil, e muitos outros países vêm tentando copiar o modelo de outros países considerados mais desenvolvidos, como o modelo americano, alemão, italiano, francês, enfim, o famoso estrangeirismo. Parece que tudo aquilo que se refere a estes países são melhores do que aquilo que nós podemos encontrar aqui mesmo no nosso Brasil.

Avizinhar-se um desses modelos tem o seu lado benéfico, comprovado, mas este lado não é nem um pouco compensatório se comparado ao lado ruim, que impera nessa cópia impiedosa, e sabemos que os mais prejudicados com isso somos nós mesmos. Calça Jeans, óculos italiano, chocolate dinamarquês, relógio suíço, adoração a bandas internacionais e outros milhares de itens são exemplos comuns aos olhos do brasileiro, que não esconde sua vontade de perder as raízes culturais de nossa terra.

O consumismo exacerbado de produtos estrangeiros nos causa grandes prejuízos, tanto financeiro, quanto cultural e moral. Encabeçando a lista dos maiores prejuízos para o Brasil, o financeiro, acontece devido ao desvio de culturas, isto é, o nascido aqui não deseja comprar uma toalha de renda feita a mão por artesãs cearenses, mas sim uma toalha de acabamento mecânico que veio da china, no quesito qualidade, a renda nacional vence mas no quesito preço, ainda não nasceu um produto mais barato que o chinês.

Culturalmente falando, o brasileiro aprecia muito pouco sua própria cultura, o que deveria ser bastante diferente já que um país continental, com dialetos e regionalismos, colônias de todas as partes do mundo, apresenta tamanha diversidade cultural para ser degustada.

Sendo o último enumerado, o prejuízo moral é que a visão do estrangeiro pelo brasileiro é de um povo alegre, sorridente, que gosta de carnaval e ama muito o futebol, mas há imagens que o brasileiro produz que pouco são mostradas, dentre elas o cinema nacional – que vem conquistando adeptos e apoio financeiro - , e esse jogo de não gostar do que é “made in brazil” tem dominado os jovens que estão cada dia menos patriotas.

Cabe, primeiramente, ao brasileiro a decisão de continuar comprando o estrangeiro ou se decide finalmente construir o modelo genuinamente brasileiro de ser, de consumir. Mas para isso é necessário apoio da imprensa, iniciativa privada e também de órgãos públicos. O Brasil com Z é fruto dessa onda que atinge os países em desenvolvimento, que podem criar o modelo próprio assim como os desenvolvidos já criaram e lucram alto com o jeito “valorizo o meu país” de ser.

Renan dos Reis Mendonça Chavesi>, 17 anos, estudante - RG - 45.972.245-1

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