Turismo

Rumo ao arraial


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O Projeto Estrada Real é o maior programa turístico em desenvolvimento no País. Já foi implantado em 177 municípios (162 municípios de Minas Gerais, sete do Rio de Janeiro e oito de São Paulo), contemplando os 1.400 quilômetros que, no passado, partiam dos portos de Paraty e do Rio de Janeiro, para atingir o arraial do Tijuco, hoje Diamantina. O conceito é de natureza tributária e fiscal, pois refere-se àqueles percursos que abertos por índios e bandeirantes foram utilizados pela Fazenda Real, a partir de 1718, para a instalação de postos de cobrança dos “direitos de entrada”.

Cobrança que incidia sobre a circulação de produtos, de pessoas, do gado e de escravos que chegavam ao solo mineiro, embriões dos atualmente conhecidos postos fiscais rodoviários e do moderno Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços.

Atualmente, na região metropolitana de Belo Horizonte, o projeto demarca a variante de Sabarabuçu, região que despertava a cobiça dos bandeirantes por ouro e pedras preciosas. Outros trechos já estão definidos, como, por exemplo, a extensão do Caminho Velho, alça que ligava a antiga Vila Roca, hoje Ouro Preto, a Sabará e Caeté, e que conduz os turistas pelos 180 quilômetros que unem Glaura (antiga Casa Branca), Acuruí (Rio das Pedras), Rio Acima (Santo Antônio do Rio Acima), Honório Bicalho, Raposos, Sabará (Vila Real do Sabará), Morro Vermelho e Caeté (Vila Nova da Rainha).

Este trajeto, conforme relatos do jesuíta André João Antonil, contempla o início do Caminho da Bahia através do rio das Velhas.

Embora muita coisa ainda precise sair do papel para a prática, o programa deixou de fazer parte só de um sonho dos idealizadores para se tornar peça fundamental no incentivo ao desenvolvimento econômico e social sustentado, à diminuição das desigualdades regionais, à geração de emprego e renda e à preservação dos patrimônios históricos, culturais, artísticos e ecológicos.

Dados do Instituto Estrada Real apontam no incremento de 20% no fluxo turístico em Ouro Preto, desde sua implantação, de 15% em Diamantina e a ampliação para 1.100 leitos nos meios de hospedagem no entorno da Serra do Cipó.

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